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CBF arma esquema para lucrar com jogadores da base. A opção de Dunga: fechar os olhos ou participar da partilha

gallo rinaldi

Nunca, em toda a história da Seleção Brasileira, um treinador de equipes de base, de currículo ralo – inclusive como atleta – foi tratado com tamanha importância quanto Alexandre Gallo, nas últimas semanas.

Marin e Del Nero tentam vendê-lo como símbolo da renovação do futebol nacional.

Na verdade, Gallo, ligado a diversos empresários do submundo esportivo, terá função estratégica para os dirigentes.

Não é a toa que, em destacada participação nas recentes entrevistas coletivas, o ex-volante, mesmo sem consultar o treinador da Seleção Principal, “definiu” que os jovens atletas, por ele escolhidos, terão uma espécie de “cota” obrigatória de convocação.

Seguindo esse raciocínio, o poder de Gallo passa a ser imenso, não apenas de barganha com os clubes que cederão os atletas, mas também com os empresários envolvidos no negócio, que, sabe bem, terão seus rebentos valorizadíssimos com a passagem, nem que seja no banco, pela equipe nacional.

Gallo não dá ponto sem nó, e, certamente, Marin e Del Nero, não permitiriam tal esquema à margem de seus conhecimentos.

A Dunga, que, se nada ganhou no passado, permitiu a convocação de Afonso Alves e Bobô, evidentemente nada técnicas, caberá, novamente, o papel de fechar os olhos, ou, talvez, participar da partilha, situações que, seja qual for o resultado, garantirá sua nova incursão como treinador numa Copa do Mundo.

Gilmar Rinaldi, empresário de futebol, evidentemente utilizará seus contatos para que as negociações sejam facilitadas.

Aliás, a imprensa, que não pode se dar por ingênua, erra ao relacionar apenas doze jogadores como agenciados pela Gilmar Sports, assim como alguns, no passado, disseram que somente três ou quatro atletas da Seleção pertenciam a Carlos Leite, então agente do ex-treinador.

É obvio que todos eles assinam “oficialmente”, por alguns atletas, e “oficiosamente”, até para encobrir negócios que não podem ser revelados, pela quantidade maior de jogadores, que são colocados em nome de terceiros, verdadeiros funcionários, que sequer sentam nas mesas de reuniões.

Em resumo, o “esquema” está só começando, tem Gallo como agenciador de convocados, Rinaldi para distribuí-los, Dunga para fechar os olhos e convocá-los e os dirigentes da CBF para permitir tudo, evidentemente, com algum interesse, inconfessável, na retaguarda.

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