O retorno de Dunga a Seleção Brasileira
Na próxima terça-feira, tudo indica, será anunciada a segunda passagem de Dunga pela Seleção Brasileira.
O convite já foi feito e somente a recusa do capitão do Tetra abrirá vaga para outro treinador.
Vamos analisar os fatos.
Algumas convocações inexplicáveis, tecnicamente, mas entendíveis do ponto de vista “empresarial”, como a de Afonso Alves, por exemplo, ocorreram na gestão de Dunga, que findou em 2010.
Não convocar Ganso e Neymar, com ambos atuando, à época, melhor do que seus convocados, também foi um erro.
O futebol apresentado pela equipe alternou bons e maus momentos, porém, sem nenhuma alteração tática significativa.
Portanto, há de se explicar bem a escolha por parte da CBF.
Digamos que nada extra-campo aconteça – o que consideramos difícil, pelo histórico recente – e Dunga ocupe o cargo apenas com o objetivo de ser treinador, seria o nome ideal para realizar as mudanças necessárias ao já combalido futebol brasileiro ?
Teria evoluído, tática e tecnicamente, nos últimos quatro anos, a ponto de superar nomes, que, em condições de igualdade de conhecimento, possuem mais rodagem para assumir o cargo, como Muricy, Tite, etc ?
Se a resposta for “sim” para todas as questões, Dunga terá, ainda, a árdua tarefa de se insurgir contra hábitos do submundo esportivo, com os quais estarão ligados seus convivas diretos, Gilmar Rinaldi e Gallo, ambos negociadores de jogadores de futebol.
E tem ainda Marin e Del Nero.
Não será, de fato, mesmo em condições normais, uma missão das mais tranquilas.

