Brasil joga pela honra. Colômbia ? Pela vida…

brasil 2014

Em duas oportunidades, uma contra o Chile, outra contra o Uruguai, a Seleção Brasileira entrou em campo apavorada com a possibilidade de um vexame histórico.

A primeira foi em 1993, nas eliminatórias da Copa do Mundo, no Maracanã, num jogo tão tenso que a comissão técnica teve que convocar o desafeto Romário para salvar a pátria de uma inédita eliminação do Mundial.

O Baixinho não só salvou como foi responsável, no ano seguinte, pela conquista do torneio.

Há dias, tivemos o segundo episódio, em que nossos jogadores, temendo ficar marcados pela desclassificação de uma Copa disputada em casa, entraram em desespero, choraram, extravasaram a angustia, e, por sorte, e um pouco de Julio Cesar, conseguiram se safar.

Mas há ainda um último degrau, da honra, a ser superado.

Os jogadores brasileiros, vacinados pelas críticas às reações comentadas durante a semana, devem se conter nas demonstrações explícitas, mas, indubitavelmente, estarão reféns de um mesmo sentimento: o medo.

Sim, porque o vexame termina nas quartas de final, já que, em se classificando para as semis, qualquer derrota é mais aceitável, e mancharia menos o currículo dos atletas.

O Brasil joga pela honra contra a Colômbia, e, se der a sorte de rapidamente abrir o marcador, pode até amenizar o sofrimento, para, quem sabe, exibir um pouco de futebol.

Já a situação dos colombianos é absolutamente tranquila no que diz respeito ao dever cumprido.

Nunca uma seleção da Colômbia orgulhou tanto seus compatriotas – nem mesmo a que humilhou a Argentina, nas eliminatórias de 1994, mas fracassou, porém, no ano seguinte – e perder para uma equipe penta-campeã mundial, em seus domínios, está bem longe de ser um desastre.

A Colômbia jogará pela vida, no intuíto de fazer ainda mais história no torneio, mas, certamente, com a felicidade de estar satisfeita com o que foi conquistado, até então.

Favoritismo ?

O Brasil, pela história, por, de fato, possuir melhor equipe, porque Neymar é melhor do que James Rodriguez, e, principalmente, pelo fato do ápice do pavor, tudo indica, já ter sido atingido no último jogo, o que garante um pouco mais de sanidade na disputa, dura, que virá, nas próximas horas.

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