Alemanha sofre para vencer heróica Argélia e está nas quartas de final
Numa grande atuação da Argélia, a Alemanha encontrou enormes dificuldades para vencer, por dois a um, com gols marcados apenas na prorrogação.
Foi justo, surpreendente e extremamente complicado.
Os primeiros minutos da primeira etapa tiveram os alemães alugando o campo da Argélia, que sequer passavam do meio campo.
Porém, no contragolpe, aos 8 minutos, Slimani foi lançado na esquerda, ganhou na corrida da zaga, mas Neuer saiu com precisão para desarmar o argelino.
Schweinsteiger, aos 13 minutos, acertou a primeira bola alemã no gol argelino, bem defendida pelo goleiro.
Com o passar do tempo, confiante pela consistência apresentada na marcação, a Argélia passou a atacar mais, levando imenso perigo aos alemães.
Aos 18 minutos, Ghoulam escapou pela esquerda, e, na saída de Neuer, bateu cruzado, com a bola raspando a meta esquerda.
Ozil errou o cruzamento, aos 23 minutos, mas a bola quase caiu no gol, com o arqueiro argelino desviando.
O jogo, de maneira inesperada, era lá e cá.
Muller, aos 34 minutos, antecipou-se à defesa e tentou de cabeça, após cruzamento pela direita, e a bola passou perto.
Dois minutos depois, Ozil arriscou, e o goleiro rebateu, perigosamente.
Neuer tirou com a vista chute de Mustefa que passou á direita do gol.
M’Bolhi defendeu milagrosamente, aos 41 minutos, após duas grandes batidas em seqüência do ataque alemão, uma delas, cara a cara de Goetze.
A Alemanha pressionou nos minutos finais, mas correu riscos no contragolpe, obrigando Neuer a jogar como libero, em diversos lances da partidas.
Schurrie e Mustafi, aos 2 e 3 minutos do segundo tempo, em jogadas perigosas de ataque, demonstraram que a Alemanha não voltou para brincadeira depois do intervalo.
Lahn acertou belíssimo chute da entrada da área, mas o goleiro argelino defendeu de maneira fantástica, aos 10 minutos.
Passados 20 minutos, o ritmo da partida caiu, e a Argélia passou a reequilibrar as ações.
O jogo era duro, indefinido.
Feghouli, aos 28 minutos, virou de surpresa, bateu no canto, e quase marcou.
Um minuto depois, em novo ataque argelino, Slimani chutou no meio do gol e Neuer defendeu.
Novamente o arqueiro argelino fez milagre em bola cara a dar de Muller, aos 35 minutos.
Um minuto depois, Muller recebeu na área, fintou o zagueiro para dentro e bateu à esquerda da meta.
Que partida !
Schweinsteiger, sozinho, da marca do pênalti, cabeceou no chão, aos 44 minutos, para nova defesa do arqueiro africano.
Com o surpreendente empate consumado, a decisão foi para a prorrogação.
PRORROGAÇÃO
Logo no primeiro minuto da prorrogação, a Alemanha saiu do sufoco, quando Muller cruzou da esquerda para a finalização de Schuerrle, inapelável.
Um a zero.
Muller, aos 8 minutos, bateu cruzado da esquerda para a direita, e a bola, em curva, foi para fora.
Aos 11 minutos, Khedira falhou e a bola sobrou para Mostefa, livre, bater à esquerda de Neuer.
Um drama !
Com as equipes estafadas, os alemães jogaram a segunda etapa com inteligência, cadenciando o jogo, esperando o relógio passar.
Em contra-ataque , a Alemanha, com a Argélia mortinha, fez o segundo, com Ozil finalizando após rebatida da zaga, aos 14 minutos.
Porém, de maneira heróica, Djabou diminuir para a Argélia, um minuto depois.
Sensacional !
No final, depois de muita luta, os argelinos merecem ser exaltados pela superação diante de um adversário muito superior, enquanto a Alemanha, classificada, deverá protagonizar uma quartas de final sem prognósticos, num duelo de Titãs contra a também campeã mundial França, no Maracanã.

