Suárez e as mordidas
A surreal mordida de Suárez, ontem, contra o italiano Chiellini, se julgada como se deve, praticamente elimina as chances uruguaias na Copa do Mundo do Brasil.
Todos sabem, não foram as primeiras de sua carreira.
A iniciativa, óbvia, remete a um transtorno de comportamento, provavelmente patológico, restando saber se psicológico ou psiquiátrico.
Como o prejuízo da ação é evidente, seja histórico e de imagem, para a seleção, ou até mesmo financeiro, que atingirá a ambos, a Federação Uruguaia deveria ter tomado medidas preventivas no intuito de tratar seu principal jogador.
É nítido que se faz necessário o acompanhamento de um profissional a lado do atleta – já que foi convocado – ou, se não houver solução, por resistência do jogador, melhor seria não levá-lo, explicando, claramente, ao torcedor, as razões para a tomada dessa decisão.
Num mundo, como é o do futebol, em que não apenas interesses esportivos, mas também financeiros, precisam ser respeitados, a atitude de Suárez, um profissional TOP e bem remunerado é inadmissível, e, se não se tratar de doença, como parece ser, mas de pura imbecilidade, deve ser punida internamente com o mais absoluto rigor.

