Cristiano Ronaldo, com humildade, dá lição à imprensa portuguesa
“Não há milagres no futebol. Poderíamos passar, mas poderíamos ficar [ser eliminados na primeira fase]. Nunca pensei que pudéssemos ser campeões do mundo, sinceramente. Temos que ser humildes. Seria mentira dizer que éramos top. Não é verdade, tínhamos muitas limitações. Se não estamos todos no alto nível, não conseguimos ganhar”.
A declaração acima, do astro português Cristiano Ronaldo, logo após o empate de Portugal com os USA, serve de lição para o ufanismo e falta de bom senso da imprensa portuguesa.
E também aos jornalistas doutros países, por que não, que insistem em mentir a seus seguidores, na esperança de conseguir uns pontinhos a mais de audiência.
A realidade desencantou a fantasia.
Por dever de oficio, assistimos, durante toda a Copa do Mundo, o noticiário esportivo da RTP, a principal emissora lusitana.
Para seus profissionais, Portugal tinha a melhor seleção do mundo, e alguns dos jogadores da equipe, como o ridículo Nani, eram tratados com o craques inquestionáveis.
Precisou um choque de realidade, dos fatos, e do único jogador português que pode ser tratado como tal, para os que ainda acreditavam na ladainha dos jornalistas acordassem do sonho irreal de uma seleção que, tirante a Copa de 1966, no auge de Eusébio, nunca meteu medo em ninguém no cenário mundial.

