Coluna do Fiori
FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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O Brasil só é o país do futebol porque ele não se aprende na escola.
Matheus Siqueira
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Aqui e na FIFA – Existem os Caras de Pau
Massimo Busacca, ex-árbitro e todo poderoso chefe do setor na Fédération Internationale de Football Association – FIFA – me faz crer que deve ter aprendido com os ex-árbitros que “comandam”, ou, em troca do salário mensal, assinam como dirigentes de direito, no exercício da presidência das comissões de árbitros da CBF/Federações.
Digo isso, por ter lido que o manda chuva da FIFA, na maior cara dura, afirmou que o árbitro Japonês Yuichi Nishimura, seguiu orientação e agiu corretamente por ter sinalizado penalidade máxima, na encenação do atacante brasileiro Fred, quando da disputa normal pela bola ocorrida no interior da área adversária, na partida: Brasil 3 x 1 Croácia, em 12/06/2014, que inaugurou a fase classificatória da Copa 2014
Observação
Por ter tido compromisso, não assisti as partidas do dia 13/06
14/06
Colômbia 3 x 0 Grécia
Árbitro: Mark Gêiser (EUA)
Técnica e disciplinarmente; desempenho normal
Uruguai 1 x 3 Costa Rica
Árbitro: Felix Brych (ALE)
Item técnico
a) – Deixou de sinalizar a penalidade máxima a favor da Costa Rica, cometida por Lugano, defensor da seleção do Uruguai.
b) – Assinalou penalidade máxima a favor do Uruguai, em jogada normal ocorrida no interior da área defensiva da Costa Rica, por coincidência, cavada por Lugano
Conclusão
Fraco desempenho nos itens técnico/disciplinar. Não gostei
Inglaterra 1 x 2 Itália
Árbitro: Bjorn Kuipers (HOL)
Desempenhou sua função com muito brilho
Domingo 15/06
Suíça 2 x 1 Equador
Árbitro: Ravshan Irmatov (UZB)
Gostei, principalmente, por ter respeitado a lei da vantagem, no lance que antecedeu o segundo gol da Suíça
França 3 x 0 Honduras
Árbitro: Sandro Meira Ricci (BR)
Penalidade máxima, que originou o primeiro gol da seleção francesa, corretamente sinalizada.
No todo; trabalho normal
Segunda Feira 16/06
Alemanha 4 x 0 Portugal
Árbitro: Milorad Mazio (SER)
Item Técnico
Penal a favor da Alemanha, cometido por João Pereira, defensor da seleção de Portugal, por ter derrubado se oponente Götze, corretamente sinalizado; Müller cobrou e consignou o primeiro gol da Alemanha
Item disciplinar
Expulsou corretamente o atleta Pepe, da seleção de Portugal
Conclusão
Não influenciou no resultado
Terça Feira 17/06
Brasil 0 x 0 México
Árbitro: Cuynet Çakir (TUR)
Item Técnico/Disciplinar
No lance em que o brasileiro Marcelo, se lançou ao solo, levantou suas mãos pedindo pênalti, por ter levado leve toque em suas costas, por uma das mãos de um zagueiro mexicano; acertadamente, o árbitro deixou o jogo seguir. No entanto, errou, por não ter advertido Marcelo, quando da paralisação da contenda
Conclusão
No todo; desempenho normal
Quarta Feira18/06
Austrália 2 x 3 Holanda
Árbitro: Djamel Halmoudi (ALG)
Item Técnico
Errou e feio por ter sinalizado penalidade máxima a favor da Austrália, ocorrida no oitavo minuto da segunda etapa, quando da batida da bola no braço do holandês Janmat: Penal batido pelo atleta Jedinak, bola no fundo da rede holandesa
Conclusão
Desempenho meia boca
Espanha 0 x 2 Chile
Árbitro: Mark W. Geiger (USA)
Não influiu no resultado; desempenhou sua função com simplicidade
Quinta Feira 19/06
Colômbia 2 x 1 Costa do Marfim
Árbitro: Howard Webb (ING)
Trabalho cabível
Uruguai 2 x 1 Inglaterra
Árbitro: Carlos Velasco Carballo (ESP)
Foi complacente no item disciplinar, vez que por algumas ocasiões foi contestado por atletas das duas seleções, e, levou no banho Maria
Concluindo
Não influenciou no resultado
Sexta Feira 20/06
Itália 0 x 1 Costa Rica
Árbitro: Enrique Osses (CHI)
Não influenciou no resultado; desempenho normal
Suíça 2 x 5 França
Árbitro: Bjorn Kuipers (HOL)
Item técnico/disciplinar
Trabalho sereno; não inventou
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Política
O baixo calão e o “ódio ao PT”
O PT de Lula e Dilma é “o” agente do ódio na luta de classes, e não sua vítima preferencial
Como tudo o que diz respeito ao futebol brasileiro, o grotesco episódio dos insultos à presidente Dilma Rousseff no Itaquerão, na partida de abertura da Copa do Mundo da FIFA de 2014 no Brasil, tem algo de malandragem e algo de paixão cega. Pois neste “país do futebol” tudo vira Fla-Flu. Como tudo o que concerne à política nacional, a grosseria é interpretada e utilizada como convém ao freguês, com excessos de oportunismo cínico e deslavada hipocrisia. Dar-lhe a devida medida depende apenas de respeitar os fatos.
Para começo de conversa, não foi o estádio que invadiu o palácio, mas o palácio que ocupou o estádio. Há sete anos Luiz Inácio Lula da Silva, que pode ser tudo na vida menos bobo, comemorou como feito histórico e obra de seu governo a escolha do País para sediar o mais importante torneio da mais popular atividade esportiva e de entretenimento do planeta.
O Mundial de Futebol é organizado e explorado comercialmente pela FIFA, entidade global que não pode ser considerada, nem pelos mais néscios nem pelos maiores adoradores do esporte dado como bretão, um claustro de carmelitas descalças.
O noticiário produzido em torno de suas atividades, entre as quais a escolha dos locais para sediarem suas biliardárias disputas, é mais assunto para notícia de polícia do que para ser impresso em breviários e edificantes biografias de santo. Seu presidente, o suíço Joseph Blatter, disputa mais uma reeleição sob suspeita de várias falcatruas.
Trata-se de um negócio privado em que se emprega muito dinheiro e se ganha muito mais em direitos de transmissão pela TV e publicidade do que em ingressos para os espetáculos nas chamadas arenas, cujas rendas movimentam apenas uma ínfima fração de seus emolumentos.
É duvidoso se os países escolhidos para sede herdam um “legado” à altura dos dispêndios feitos para a montagem do circo gigantesco, mas não restam dúvidas de que os resultados em publicidade dos que se envolvem com o negócio são fabulosos. E aí repousava o olho gordo de Lula.
A ilusão de que a paixão popular reverte sempre em profusão de votos encanta os políticos brasileiros desde priscas eras. Nunca se constatou que essa mágica resulte em algo efetivo, mas os resultados positivos nas urnas de alguns astros do espetáculo ainda inspiram as ambições de gestores públicos ou políticos cegos a ponto de não perceberem óbvios exemplos históricos. Fala-se muito da derrota do Brasil para o Uruguai no Maracanã em 1950, mas poucos se lembram dos políticos que festejaram o título na concentração da seleção no campo do Vasco, em São Januário, à véspera da final. Como ratos num navio naufragado, foram os primeiros a fugir após o fiasco.
Os políticos têm tanta sede a matar por perto dos potes do poder que perdem os limites. Já se calcula em R$ 35 bilhões o dispêndio público no Brasil para armar o circo na “Copa das Copas”. Do ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab à presidente Dilma Rousseff, passando pelo tucano Geraldo Alckmin e pelo petista Lula, não houve governante que não garantisse que para um evento em que somente empresas privadas auferem polpudos lucros o gasto publico seria zero
Agora Lula e seus devotos acusam a “elite branca”, que pagou ingressos caríssimos para freqüentar as arenas na Copa, de falta de educação e de não saber tratar os outros. Fala como se tivesse exigido da FIFA a contrapartida de que seu eleitorado de gente pobre tivesse direito a entrada gratuita para ver os jogos, de vez que não usufrui o “padrão FIFA” nos hospitais desaparelhados nem nas escolas em ruínas com poucas vagas disponíveis para seus milhões de filhos descamisados. Ao contrário, a FIFA exigiu tudo e levou tudo e ninguém pensou em baixar os preços dos ingressos para permitir que os beneficiários do Bolsa Família pudessem aplaudir Lula e Dilma na abertura do evento. E Lula não justificou sua ausência em Itaquera para ver o jogo in loco.
Como Renato Maurício do Prado constatou em sua coluna no Globo, a expressão chula usada contra a presidente no Itaquerão não é useira e vezeira em comícios ou plenários, mas corriqueira em estádios. Torcidas a empregam contra rivais ou árbitros num festival de cafajestice que destes afasta pessoas recatadas que não têm por hábito usar palavrões à mesa do jantar em casa ou no escritório. Consta que a vítima dos insultos na abertura da Copa não recorre a expressões cochichadas em missas para repreender seus subordinados. Mas isso não é motivo para que ela seja alvo desse baixo calão.
Apesar de já ter contado que torceu pelo Atlético no Mineirão numa época em que o estádio ainda não havia sido construído, Sua Excelência não parece ter intimidade com a cafajestice que impera na atividade futebolística no gramado entre jogadores, na torcida entre torcedores e no convívio pouco amistoso de dirigentes de paixão desenfreada e boca suja. As feministas que atribuíram o xingamento ao machismo tampouco têm intimidade com a linguagem destemperada de nossa “pátria em chuteiras” (e não “de chuteiras”, por amor a Nelson Rodrigues!).
Pode ser que tenham alguma razão os que reclamam dos insultos à presidente pelo desrespeito ao cargo que ela ocupa. Teriam toda a razão se Dilma se tivesse comportado depois da posse como a presidente de todos os brasileiros, entre os quais os que não votaram nela, e não como chefe de uma facção política ou ideológica, dividindo o país que governa em “nós, os de boa-fé”, e “eles, os mal-intencionados”.
Mas esse Fla-Flu começou quando, ao constatar que o tucano José Serra tinha sido majoritário nas regiões mais ricas e ele o fora nas mais pobres, Lula declarou guerra a quem se opusesse a seu projeto “socialista”. Agora, na convenção do PT paulista, pregou uma catilinária contra o “ódio ao PT”. Foi traído pela memória sempre falha: ele e a sucessora é que tornaram seu partido “o” agente, e não a vítima preferencial do ódio entre as classes.
JOSÉ NÊUMANNE PINTO
Jornalista, poeta e escritor
Finalizando
Aqui é o país do futebol, seria bem melhor se fosse o pais da segurança, educação e saúde.
Paulo Batista dos Santos
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Chega de Mentiras, de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-21/06/2014
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.





