Vitória do grupo de Aidar foi menos ruim para o São Paulo

aidar

Com a conquista de 49 das 80 vagas no Conselho Tricolor, após as eleições realizadas ontem, no Morumbi, o grupo liderado por Carlos Miguel Aidar praticamente selou a conquista da presidência do clube pelo referido candidato situacionista.

Para o São Paulo foi o resultado, digamos, menos pior.

Nenhum, dos candidatos era digno da grandeza Tricolor.

Tanto Aidar quanto o rival Kalil Rocha Abdala representam o “topa tudo”, ou seja, são complacentes com atos desabonadores, desde que favoreçam, de alguma maneira, seus desejos.

Basta ver a proximidade de um com Marin e a CBF e do outro com Aurélio Miguel.

Dificilmente marcarão época no Tricolor.

Porém, enquanto Aidar possui ao seu redor gente de nível mais qualificado, dando esperança de que possa ser contido em caso de deslize, a oposição de Abdala é formada pelo que há de pior na vida política Tricolor.

Ou seja, além do candidato ser ruim, os que o cercam são ainda piores.

Desde Marco Aurélio Cunha, que confessou em rede nacional colocar motorista para assinar seu livro de ponto na Câmara, e que apoiou, veladamente, a liberação de verba pública ao “Fielzão”, segundo palavras do ex-presidente alvinegro Andres Sanches, até o inqualificável Aurélio Miguel, herói do Judô, mas vilão político dos mais perigosos, capaz não apenas de se envolver com construtoras como a Brookfield, como trabalhar contra o clube, financiando peças jurídicas, para que seus sócios ocultos se dessem bem.

Em resumo, a vitória de Aidar, menos ruim, não deve ser comemorada, e sim, fiscalizada, mas, em contrapartida, há motivos de sobra para o torcedor do clube se sentir aliviado com a derrota dos oposicionistas, simbolos máximos do que o Tricolor possui de pior em suas entranhas.

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