“Arena SBT” é uma boa ideia muito mal trabalhada
Estreou, ontem, o programa “Arena SBT”, que procura falar de esportes num tom mais de entretenimento.
Foram duas horas preenchidas, na maior parte do tempo, com inutilidades.
Há de se ter inteligência e informação para fazer humor, do contrário, tudo soa ridículo demais.
Apenas duas atrações de salvaram: Roberto Cabrini e Porpetone, cada qual em seu objetivo.
Cabrini colocou o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches, diversas vezes na parede, praticando jornalismo sério, destoando, até do contexto da atração.
Sanches fugiu de todas as perguntas, ajudado, pela intervenção de um personagem chatissimo, denominado Smigol, que nem os mais abobalhados espectadores conseguiam suportar.
Porpetone, divertido, serviu para colocar inteligência no programa, que insistia no humor sem sentido, e, pior, desprovido de informação e talento.
Se reduzir metade do tempo e eliminar mais de dois terços dos apresentadores, mantendo a boa ideia da descontração, o Arena SBT pode até vir a dar certo, senão, basta Silvio Santos assistir a um ou dois episódios para retirar, sem avisar, a novata atração do ar.

