Por que Gobbi não recebe o mesmo tratamento de Dualib ?

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Em 2006, membros de uma dissidência da gestão Dualib, capitaneados por Andres Sanches e Mario Gobbi (à época, com bom relacionamento), se uniram a outros grupos, ainda jovens no Parque São Jorge, para atacar a gestão financeira do então presidente do clube.

Coube, por exemplo, aos “Corinthianos Obsessivos”, liderados pelo Dr. Sergio Alvarenga, realizarem relatório, assinado pelo atual diretor financeiro do clube, Raul Corrêa da Silva, com anuência e assinatura posterior de Sanches, indicando que a dívida da referida gestão era de R$ 60 milhões.

No mesmo documento, a expressão “impagável” e a sugestão de insolvência econômica alvinegra eram destacadas.

Para amplificar a divulgação do relatório, além do envio pelo correio a todos os associados e conselheiros, contratou-se os serviços de garotos ligados às facções organizadas (alguns deles, hoje, recompensados com cargos diretivos), cuidadosa e estrategicamente rebatizados como “Movimento Fora Dualib”,aproveitando-se do momento conturbado em que o ex-presidente era alvo de investigação pela Polícia Federal sobre a ligação do clube com a MSI.

Independentemente das motivações, causa estranheza o silêncio dos mesmos, nos dias atuais, financeiramente bem mais preocupantes do que o eram no período em que se organizaram para derrubar o ex-presidente.

Os impagáveis R$ 60 milhões, que Sanches, assim que assumiu o poder, prometeu quitar em dois anos (há entrevista gravada para a ESPN no programa de Juca Kfouri), foi ampliada em sete vezes, ultrapassando os R$ 400 milhões.

Sem contar os mais de R$ 1 bilhão do estádio, além de diversos empréstimos tomados, difíceis, sem uma auditoria detalhada, de serem mensurados.

Corinthianos Obsessivos, Fora Dualib, Renovação e Transparência, todos, de maneira constrangedora, se calam ou, quando criticam, sempre de maneira tímida, falam de tudo, menos do caos financeiro atual.

Agravado ainda mais, em situação que não existia anteriormente, pela colocação do patrimônio do clube como garantia de pendências que, até o momento, não possuem planejamento concreto para serem quitadas.

1/3 do Parque São Jorge, o terreno de Itaquera, além da exploração dos símbolos e marcas do Corinthians estão comprometidos, transformando o que já era ruim, numa situação ainda pior.

A grande verdade é que, mesmo tendo saído da vida política alvinegra como o maior dos vilões, financeiramente, Dualib entregou o clube arejado, patrimonialmente, mais robusto, no futebol, recheado de conquistas, e no quesito mais criticado, o da corrupção, apesar de culpado,e merecidamente punido, perto das transações que ocorreram nos últimos anos, suas ações se comparariam às diferenças entre delitos praticados por “trombadinhas” com o de um Poderoso Chefão da Máfia Russa.

Razão pela qual, a diferença de tratamento no que diz respeito à apuração dos equívocos do ex-presidente, com os procedimentos sequer iniciados para verificar os desatinos dos que vieram depois, Sanches e Gobbi, nos faz crer que o discurso de “corinthianismo” de alguns só tem valor, e ímpeto, até que a distribuição de carteirinhas seja iniciada, e os cargos proclamados, no Parque São Jorge.

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