Boicote da oposição às obras do Morumbi não justifica alteração do Estatuto no São Paulo
É fato que o grupo de oposição do São Paulo Futebol Clube tropeça na própria incapacidade de escolher líderes relevantes, passando pelo constrangimento de ter um Marco Aurélio Cunha metendo os pés pelas mãos, como um dos comandantes.
Tão medíocre a ponto de dar um tiro no pé, convocando sua gente a boicotar, sem razões justificáveis, a aprovação das obras de cobertura do estádio do Morumbi, apenas para evitar que os “louros” pairem, novamente, sobre a cabeça de Juvenal Juvêncio.
Porém, apesar da clara manobra política, nada justifica ameaça feita pelo próprio Juvenal de modificar o Estatuto tricolor.
Um gesto ditatorial, que pode reverter, com razão, o apoio que o torcedor e associado do clube tem dispensado, até o momento, ao grupo que o cerca.
Expor toda a documentação, convocar os conselheiros a analisá-la, é o caminho a ser seguido.
Utilizar a ditadura para aprovar o que quer que seja – como já fizeram, equivocadamente, no passado – servirá como cortina de fumaça para encobrir os equívocos da manobra oposicionista de empurrar as negociações com a barriga.

