Ronaldinho e o Galo
Se no seu primeiro contrato assinado com o Atlético/MG, Ronaldinho Gaúcho gerava suspeitas, principalmente no que diz respeito à vontade de jogar futebol, desta vez sua renovação, acertada durante a semana, é fruto de merecimento.
Mesmo assim, não indica certeza de bom negócio.
Sim, Ronaldinho é bom jogador – chegou a ser ótimo – e foi decisivo nas históricas campanhas do Galo, tanto no Brasileirão, quanto na Libertadores.
Porém, depois, seu futebol nos remeteu a quase nulidade de seus tempos finais de Europa, com lampejos de cobranças de falta no Mundial de Clubes, torneio que jogou bem abaixo do que se esperava de um ex-melhor do mundo.
O jogador, que parecia motivado em seu início de jornada como atleta do Atlético/MG, não apenas por estar mordido pelas críticas do fracasso no Flamengo, mas também pela esperança de Seleção Brasileira, agora, relativamente consagrado em Minas, terá que procurar novo Oasis a ser atingido.
Não que o Galo deixe de despertar desejo num jogador como ele, aliás, deveria ser suficiente para isso, porém, o baque de estar fora do Mundial do Brasil – tudo indica assim – pode ser decisivo para seu desempenho nos meses que estão por vir.
Tomara, este jornalista, que queimou a lingua ao tratar a chegada de Ronaldinho ao Galo como equivocada, volte a fazê-lo, novamente, após nova analise, sincera, do que pensa, tempos depois, sobre o mesmo assunto.

