Repúdio à diretoria do SPFC e seus capachos, a Torcida Independente

Por RENATO RODRIGUES
A partida entre São Paulo e Internacional, a meu ver, ficou em segundo plano ontem no Morumbi.
Isso porque a noite fria e chuvosa foi marcada por um episódio lamentável e degradante em que a diretoria do SPFC, representada por um tirano, centralizador e ditador, impediu que o verdadeiro torcedor são-paulino , aquele que paga ingresso, compra camisa oficial do clube e não aceita benefícios em troca de apoio político, pudesse se manifestar.
Primeiro, a mando desse cidadão de índole duvidosa, a Polícia Militar, amparada por uma lei ridícula que exige prévia autorização para portar “perigosas” bandeiras de determinadas dimensões, retirou uma faixa estendida por nós são-paulinos com os dizeres: “Fora Juvenal, o câncer do SPFC”.
O instrumento de protesto foi retirado, mas os gritos não cessaram, pelo contrário, ganharam a força de toda a arquibancada amarela.
Na metade do segundo tempo é ocorreu um atentado à democracia.
Membros da torcida, ou melhor, facção Independente, invadiram o setor do estádio onde aconteciam os protestos e intimidaram todos que ali estavam, a fim de calar os gritos contra Juvenal Juvêncio, de quem recebem ingressos, viagens, entre outros escusos benefícios.
Os são-paulinos foram obrigados a se calar para evitar um confronto com bandidos camuflados de torcedores.
Toda a ação foi apoiada pela diretoria, que liberou os portões internos do Morumbi para que a Independente pudesse dar o seu showzinho patético.
Se o rebaixamento ajudar a reformular o SPFC e extinguir essa torcida, que certamente não apoiará o time caso venha o descenso, que venha a série B.
