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Desabafo de um torcedor do São Paulo: quando acabou a magia ?

Por MATHEUS CONCEIÇÃO

Estava assistindo “Os Penetras”, com Marcelo Adnet e Eduardo Sterblitch. Em algumas das cenas, o personagem de Eduardo pedia ao de Adnet para que, ao encontrar a amada daquele, perguntasse onde exatamente o amor entre eles havia acabado.

Esse tipo de questionamento é o que me faço sobre o São Paulo Futebol Clube: onde, exatamente, acabou a magia?

Não é mais crise. Crise é aquilo que de tão ruim, cristaliza, fica e depois vem algo melhor, pois não há como piorar. No São Paulo, só consigo enxergar um futuro obscuro e incerto, longe de qualquer melhora. Juvenal concentra poder, não ouve, acha que está tudo bem.

E o São Paulo vai, aos poucos, se apequenando, estagnando, enquanto assiste seus rivais crescerem e modernizarem. Como bem pontuou Ceni, parou no tempo.

Ricardo Gomes, Sérgio Baresi, Carpegiani, Adilson Batista, Leão, Ney Franco e Autuori. O problema não é de técnico.

De 2011 para cá, o elenco passou por reformulações drásticas, onde só Rogério Ceni permaneceu. O problema não são os jogadores. Ao menos, não só eles. Afinal, eles jogam o que sabem. Quem os contrata é que referenda a mediocridade.

Será que Juvenal Juvêncio, no auge de sua sabedoria, teria a humildade de reconhecer que a única coisa que não mudou nesses tempos foi sua própria cegueira? Será que ele não percebe, após se perpetuar no poder com a vergonhosa alteração no estatuto, que o erro está na falta de democracia no clube? Quantas eliminações vergonhosas serão precisas? Quantas sequências de insucessos?

Já deu. O São Paulo é maior do que qualquer pessoa que o dirija. E o torcedor não merece o que vem sofrendo.

Um vez, Bartolomeu Dias deu a volta na África e batizou o local mais problemático que contornou de Cabo das Tormentas. D. João II, para tirar o medo dos outros navegantes, em uma estratégia de marketing, alterou o nome para Cabo da Boa Esperança. Não mudou a periculosidade. Juvenal, em suas entrevistas, tenta transformar o tufão em brisa marinha.

E aqui, lembrando dos tempos áureos, das conquistas, do esplendor, das boas épocas, olho para esse São Paulo e pergunto: onde foi exatamente que acabou a magia?

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