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Mentiras olímpicas

(Trecho da coluna de JUCA KFOURI, na “FOLHA”)

“Carlos Nuzman inventou uma desculpa que não resiste nem aos seus próprios argumentos”

SEM CORAR, embora nervoso, Carlos Nuzman disse que não se lembrava do episódio do Pan-2007, quando o funcionário Rodrigo Hermida copiou arquivos da empresa suíça EKS que prestava serviço aos Jogos. Nuzman apenas se lembrou de que fora demitido e argumentou que não por justa causa, o que atestaria a normalidade da demissão.

Provavelmente, daqui a alguns anos, ele também não se recordará do episódio com o comitê londrino e dirá que as demissões de nove funcionários, nenhuma por justa causa, ocorreram normalmente.

Nuzman se valeu do organograma formal do Co-Rio do Pan para negar que Hermida era subordinado de seu protegido Mario Cilenti, embora até as medalhas de lata saibam que foram dele as ordens para copiar as informações tanto da EKS, então, como as de Londres-12, agora, segundo confirma a sua ex-funcionária Renata Santiago. O silente Cilenti era o terceiro de fato na hierarquia do Pan, só abaixo de Nuzman e Carlos Roberto Osório.

A exemplo de Bruno Olivieri no episódio recente na capital inglesa, Hermida copiou uma tal quantidade de informações que o sistema de segurança da EKS detectou.

Até o jeito de dar ordens de Cilenti é contado por quem trabalha ou trabalhou com ele: “Vê se você consegue pra mim…”, desafia. Cilenti mandava também em Ricardo Trade, à época do Pan. Trade hoje manda em Hermida no COL, da Copa-14.

Repita-se que o caso ficou tão conhecido do pessoal do COB e do Co-Rio que os demitidos de agora logo foram apelidados de os hermidas…

Aliás, risível também é o esforço de Nuzman para que COB e Co-Rio não sejam confundidos, embora, presididos por ele, sejam apenas duas faces da mesma moeda, a do dinheiro público, inclusive.

Cilenti foi o encarregado por Nuzman de viajar o mundo em busca de votos para a Olimpíada no Rio, cuja escolha foi celebrada simbolicamente pelo abraço, em Copenhague, entre João Havelange, que renunciou ao COI para não ser dele expulso, e Jean-Marie Weber, o famigerado homem da mala da falida ISL, banido do mundo do esporte.

Será que Nuzman se lembra?

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