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Corinthians: testa de ferro de empresários vira “santo” em matéria do UOL

Como explicar a reportagem do jornalista Bruno Thadeu, que retratou a “eficiência” do “olheiro” Mauro Van Basten, do Corinthians, e figurou com destaque na página de esportes do UOL ?

Um absoluto desserviço à profissão, além de falta de respeito absoluta com o público, que poucas vezes leu tantas inverdades.

Tratar Mauro, conhecido agenciador de jogadores (testa de ferro de um comentarista de televisão que, sabe-se lá a que critério, mantém um blog no mesmo UOL), é realmente digno de muitas suspeitas.

Primeiro que a reportagem mais parece um release enviado por assessorias de imprensa para serem publicadas em espaços como o do venal “Futebol Interior”, onde quem paga vira gênio, e quem se recusa é malhado.

Depois, sabedores que somos de tantas denúncias contra a maneira de agir de “Van Basten”, não apenas neste espaço, mas também em tribunas consagradas, como o saudoso CBN EC, em que um desembargador atestou a Juca Kfouri muito do que é falado nos bastidores, fica difícil de acreditar na idoneidade da matéria.

O repórter, no mínimo, antes de bajulá-lo, e contribuir para mentiras claras, deveria saber, ao menos, saber de quem se tratava.

Se é que não sabia, o que torna o caso ainda mais grave.

Dizer que Mauro contribuiu para que o Corinthians lucrasse é um atentado contra os fatos, que demonstram exatamente o oposto, com  mais de 150 contratações, todas elas com imensa distribuição de “taxinhas”, ou seja, dinheiro que era para ter entrado no clube,  mas parou nas mãos de espertalhões.

O repórter chega a citar em seu texto que Mauro foi o descobridor do jogador Paulinho, no Bragantino.

Mais uma mentira.

O atleta foi formado nas categorias de base do próprio Corinthians, emprestado ao Bragantino para que a negociata pudesse ser realizada e, pouco tempo depois, estava recontratado.

O “olheiro” Mauro somente entrou na jogada no momento da partilha, recebendo valores para o “comentarista”, um dos participes do esquema, e que, por motivos óbvios, não poderia aparecer.

Os direitos federativos, que eram do Corinthians antes da manobra, passaram a ser divididos entre o BMG (esquema de Mauro e o comentarista) e o Pão de Açucar.

Vale lembrar que Mauro, o polivalente, intermediou empréstimo do mesmo banco ao Corinthians, de R$ 32 milhões, com pagamento de 5% de comissão, fora os juros.

É essa personalidade que foi retratada pelo jornalista do UOL, Bruno Thadeu, como se fora o salvador da pátria do Corinthians.

Sabe-se lá se por incompetência ou por motivos que nos envergonham apenas em pensar.

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