Linha bloqueda
A descoberta de que a Rede Globo utilizou-se de equipamentos, muito provavelmente contrabandeados, para bloquear sinais de celulares no estádio do Pacaembu é uma demonstração preocupante do poder que a emissora exerce neste país.
Nem a desculpa técnica de que os aparelhos interferiam na transmissão em HD deve ser levada a sério, bastando observar que o mesmo tipo de situação ocorre na Europa sem que este procedimento precise ser realizado.
O correto seria investir em tecnologias, utilizadas em outros locais, que surtiriam o mesmo efeito, mais caras, é verdade, mas teriam a vantagem de não precisarem burlar a legislação.
Existem certos tipos de economias que acabam por demonstrar saírem mais caras no final, não apenas pelo preço, mas pela exposição negativa das atitudes.
Inconcebível também o fato de um jornal do nível da “Folha” ter descoberto o ilícito, mas, no momento de expor o nome de quem cometeu a irregularidade, tratar o infrator como “uma grande emissora”, sem citar seu nome.
Dá margem a que seus leitores questionem os motivos que levaram uma informação tão relevante a ser encoberta pelo jornal.
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