Pobre de espírito
É de conhecimento público que o jornalista Chico Lang, por motivos inconfessáveis, costuma escrever artigos agradáveis à diretoria do Corinthians.
Mas ontem passou dos limites.
Tivemos, neste final de semana, uma manifestação de moradores de Itaquera, que estão amedrontados com a possibilidade de serem retirados de suas residências por ocasião da construção do “Fielzão”.
Trabalhadores, gente humilde, e que merece muito mais respeito do que a grande maioria dos políticos e cartolas que estão por trás da empreitada.
Mas Chico Lang teve a coragem de tratá-los como “paus mandados”.
“Não são do bando de loucos”, disse.
Ironizou ainda uma faixa que levavam contra a FIFA, “nem sabem o que é a FIFA”.
Pobre imprensa brasileira que dá espaço – e grande – para esse tipo de gente.
Realmente os que lá estavam não pertencem a nenhum tipo de “bando”, muito menos de “loucos”, são conscientes de seus direitos cívicos, e por eles tem a coragem de se manifestar.
Se para o jornalista “ser pobre” é sinônimo de ignorância, a ponto de não saberem o que significa “FIFA”, segundo sua ironia, por vezes seria melhor do que saber o que é “MSI”, e receber dinheiro do entrevistado para exaltá-la em uma entrevista.
Para finalizar, “paus mandados” são aqueles que servem a interesses de outros quando se pronunciam.
Os moradores, evidentemente, serviam aos próprios.
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