São Paulo e Vasco acabam com a banca

Por JUCA KFOURI

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O favorito Cruzeiro deu a impressão de que pisou no gramado do Morumbi certo de que pelo trauma das três derrotas seguidas do São Paulo encontraria um rival fácil de ser batido e, assim, obteria sua quarta vitória seguida.

Enganou-se redondamente e foi amplamente superado no primeiro tempo, quando Rivaldo fez o papel que dele se espera de pensar o jogo e acertar os passes, razão pela qual de uma tabela entre ele e Marlos surgiu o único gol da etapa inicial, de Dagoberto, aos 20.

Único porque o árbitro, aos 38, deixou de dar um pênalti claríssimo de Vitor no mesmo Dagoberto.

Mas não fez falta.

Porque com menos de um minuto do segundo tempo Rivaldo, outra vez, construiu ao dar um passe de pai para filho para Marlos ampliar: 2 a 0.

Era hora, enfim, de o Cruzeiro correr.

E de o São Paulo tratar de administrar sua vantagem, coisa facilitada pelas presenças de Rivaldo no meio e de Rodolfo na defesa, ele que voltou depois de contusão.

Na verdade, o tricolor estava mais perto de fazer o terceiro gol do que sofrer o primeiro do time celeste de verde, que conseguia muitos escanteios (foram 10 no jogo todo) e só.

Roger entrou no lugar de Vitor e, no de Thiago Ribeiro, entrou Ortigoza.

Aí, em seu primeiro lance, pela direita, o paraguaio ex-palmeirense deu no pé de Wallyson para diminuir, aos 26: 2 a 1.

Coisas de Joel Santana…

O Cruzeiro encorpou e Roger, aos 28, de longe, obrigou Rogério a fazer sua primeira defesa.

Milton Cruz, o interino, chamou Fernandinho e tirou Dagoberto.

O Cruzeiro descobrira que Juan era o mapa de mina e investiu.

Brandão entrou no lugar de Wallyson, em noite apagada.

E Zé Vitor entrou no lugar de Casemiro no tricolor, como Dener entrou no de Rivaldo, ovacionado pela torcida, 11.965 pagantes.

Para garantir o resultado que deixa o tricolor paulista dormindo na vice-liderança e torcendo pelo co-irmão tricolor carioca contra o Flamengo.

Já o favorito  Inter pisou no gramado de São Januário com mais vontade do que o Cruzeiro, embora também convencido de que imporia a terceira derrota seguida ao Vasco.

Enganou-se redondamente e apesar de ter levado algum perigo ao gol vascaíno, foi para o intervalo perdendo de 1 a 0, gol de Éder Luís, que pegou o rebote de um milagre de Muriel em cabeçada de Rômulo.

Gol que saiu aos 24 para fazer justiça à superioridade cruzmaltina e que poderia perfeitamente ser acompanhado de pelo menos mais um ainda no primeiro tempo quando o mesmo Éder Luís carimbou a trave colorada em lindo lance entre Juninho Pernambucano e Felipe.

No segundo tempo o Inter foi à luta com mais afinco e tratou de acionar mais Leandro Damião, muito abandonado até então, até porque D’Alessandro  não estava em jornada feliz.

Mas deu murro em ponta de faca, porque a defesa carioca não dava mole e, mesmo sob pressão, não deixava o ataque gaúcho concluir em gol.

Éder Luís saiu para entrar Diego Souza, posto no banco por Bernardo, na correta decisão de Ricardo Gomes, que já trocara Márcio Careca, machucado, por Jumar, ainda no primeiro tempo e tirara Felipe para entrada de Diego Rosa, aos 21 do segundo tempo.

O Inter trocou Fabrício por Felipe, aos 22,  e D’Alessandro por Alex, aos 35.

Inutilmente.

Porque, aos 37, Juninho bateu falta cruzada com o veneno que só ele sabe botar, Muriel espalmou e Dedé cabeceou para fazer 2 a 0 e liquidar com o Inter.

Juninho Pernambucano, com razão, saiu ovacionado pela massa cruzmaltina, melhor em campo.

E fique agora com o escudeiro Rafael Belattini porque este faminto blogueiro, sem netas neste sábado de férias escolares e viagem das pequenas, tratará de ir jantar fora.

Será que ele contará uma vitória entre Furacão e Avaí?

Em tempo: sabe quem está liderando o grupo do Brasil na Copa América?

A Venezuela, que acaba de vencer o Equador por 1 a 0.

Copa América?

Eu, hein!

Viva o Brasileirão!!!

 

Você pode pular direto para o fim e deixar um comentário. Pings estão desativados.

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