Peixe com a mão na taça do “centenário”

Jogando com o regulamento embaixo do braço, o Santos fez o suficiente para correr poucos riscos e voltar com um importante empate em Montevidéu, contra o Peñarol.

Jogará agora por uma simples vitória, no dia em que completará seu centésimo jogo em Libertadores da América.

Poderá ser, de fato, um campeão no “centenário”.

O Peixe conduziu muito bem as ações na primeira etapa, marcando bem, com grande atuação de Durval, quase não permitindo ataques ao adversário.

Com maior posse de bola, tivesse forçado um pouco mais, poderia até ter saído à frente no marcador.

Mas, cauteloso, Muricy Ramalho posicionou a equipe para atacar somente na boa, evitando assim qualquer risco desnecessário.

Logo aos 5 minutos, Neymar abriu para Zé Eduardo, que bateu fraco, facilitando a vida do goleiro.

O Peñarol tentava pressionar, mas encontrava grande dificuldade em vencer a boa marcação santista.

Aos 19 minutos, sem a menor necessidade, Neymar simulou uma falta e levou justo cartão amarelo.

Voltou nervoso a campo, deu chute no ar, fintou dois jogadores, lançou para Alex Sandro que bateu cruzado, para boa defesa do goleiro.

Na sequencia, a bola foi levantada na área, e Bruno cabeceou na trave.

Aos 25 minutos o goleiro uruguaio fez nova grande defesa em outra batida de Alex Sandro.

O Peixe já merecia a vitória, porém quase colocou tudo a perder em duas bobeadas no final do primeiro tempo.

Na primeira, aos 44 minutos, Dario Rodriguez recebeu livre, mas cabeceou nas mãos de Rafael, e, um minuto depois, o mesmo atacante recebeu livre, na área, encobriu o goleiro e a bola passou muito perto.

O Santos voltou atacando mais na segunda etapa, enquanto o Peñarol, estranhamente passivo, não conseguia jogar.

Logo aos 3 minutos Zé Eduardo perdeu gol incrível, na frente do goleiro, após batida de fora da área de Elano, que desviou em Danilo.

Dominando com tranqüilidade a partida, por pouco, em jogada de Alex Sandro – que jogou um partidão – pela esquerda, que cruzou para Zé Eduardo cabecear rente à trave, o Peixe não abriu o marcador.

Meio que no desespero, o Peñarol deu uma acordada aos 27 minutos, quando criou três boas chances na sequencia, uma delas bem defendida por Rafael.

Muito pouco para quem jogava perante sua torcida, e tinha a obrigação de fazer o resultado.

Neymar criou boa chance, aos 37 minutos, batendo rápido após receber passe de Arouca, mas o goleiro defendeu.

Nem o gol bem anulado de Alonso, para os uruguaios, serviu para animar a equipe da casa, que nada mais criou de importante até o apito final.

São enormes as chances do Santos ser tri-campeão no Pacaembu, embora, com certeza, deva enfrentar um Peñarol bem mais fechado.

Tomara o Morumbi, com dimensões de gramado maiores, não faça falta nesta decisão.

Você pode pular direto para o fim e deixar um comentário. Pings estão desativados.

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