A verdade sobre o presidente do Palmeiras
Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras, foi apresentado no clube como se fora um grande empresário do ramo imobiliário, além de possuir um restaurante em São Paulo.
Teria, portanto, a condição financeira necessária para ocupar um cargo não remunerado, de tamanha responsabilidade, sem que sucumbisse às tentações do dinheiro fácil, amplamente apresentadas no mundo do futebol.
Mas sua “história” trata-se, na verdade, de uma grande farsa.
Ostenta um padrão que não possui, muito provavelmente sendo bancado por grupos que tem interesse em sua permanecia no poder.
Qualquer semelhança com o presidente de um clube arqui-rival, não é mera coincidência.
Dois aventureiros que estão quebrados financeiramente e que se propõe a ajudar algumas pessoas em troca da própria independência financeira.
O mundo do futebol, tão sujo, é perfeito para esse tipo de ação.
No último dia 03 do mês corrente, o BRADESCO negativou o nome do “empresário” Tirone por uma dívida de R$ 10.809,47.
Para começar, o “empresário” do ramo imobiliário possui em seu nome apenas uma empresa ativa.
É a PRATO PRINCIPAL COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA, CNPJ 60.836.707/0001-64, “oficialmente” constituída na Av. Brig. Faria Lima 1982.
Diferente do que disseram os conselheiros palmeirenses que venderam seu peixe aos torcedores, não se trata de um restaurante, mas de uma lanchonete com 48 lugares.
Utiliza o nome de fantasia “YELLOW GIRAFFE”, e se localiza em endereço diferente do que o registrado oficialmente, na Rua Amauri, 356.
Aberta em 1990, a revista VEJA a catalogou no espaço gastronômico das “comidinhas”.

É fato que mesmo se a lanchonete não tivesse nenhum problema de gestão, e permanecesse lotada diariamente, sua renda não seria suficiente para que o “empresário” Tirone mantivesse o padrão que parece, e precisa ter, para ocupar a presidência do Palmeiras.
Mas, para piorar, não apenas o local tem problemas sérios de administração, como também é suspeito de realizar negócios de licitude duvidáveis.
Há quem diga que comprava bebidas de origem desconhecida, que poderiam ter sido originarias de atos criminosos.
Alguns casos levaram Tirone a ser processado criminalmente, outros lhe proporcionaram diversas, consecutivas e estranhas penhoras, seguidas de leilões.
PROBLEMAS JUDICIAIS DA “SARANDI COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA”
Antes de abrir a YELLOW GIRAFFE, o presidente palmeirense teve problemas com a SARANDI COMÉRCIO, CNPJ 00.492.500/0001.98, que hoje está em nome de seu irmão, Caio Eduardo Nogueira Albuquerque Tironi.
Que, “estranhamente”, está registrada na Rua Bela Cintra 2231, local em que está localizada uma loja de roupas.
Na Justiça Federal, o “empresário” Tirone foi julgado, em 2006, por uma ação criminal pública, aberta pelo Ministério Público Federal, pelo art. 168-A do Código Penal.
O presidente palmeirense descontava os valores referentes ao INSS, e outros impostos, de seus funcionários, mas os embolsava, sem repassar à Previdência Social.
Os delitos foram cometidos em dezembro de 1997, março, maio, junho, setembro, outubro, novembro e dezembro de 1998, durante todos os 12 meses de 1999, além de janeiro de 2000.
Inclusos os décimos terceiros salários de 1997, 1998 e 1999.
Conseguiu escapar da condenação após realizar acordo com a justiça, quitando os débitos que estavam pendentes no processo.
ESTRANHAS AÇÕES NA “YELLOW GIRAFFE”
Em 1995, o “empresário” Tirone foi julgado pela Justiça Federal, velha conhecida sua, por sonegação de imposto.
Novamente, para escapar da condenação, teve que se virar para quitar seus débitos.
Em mais um acordo judicial, os R$ 8.160,00 foram pagos com bebidas de sua lanchonete.
24 litros de whisky “Buchanas” – 12 anos, 30 litros de whisky “Black and White” – 8 anos, 24 litros de whisky “Logan” – 12 anos, 24 litros de Whisky “Black Label” e 30 litros de whisky “J. Walker”.
Em 2003, novamente, deixou de pagar o que devia, e teve que dispor até dos móveis da lanchonete para quitar os débitos em leilão.
No lote 383 de 29/08/2003, diversos itens foram leiloados para quitar R$ 33.720,00.
Em 05/07/2005, no lote 198, para quitar uma dívida de R$ 1.200,00, foram leiloadas três mesas do estabelecimento.
No dia 05/07/2007, no lote 170, 06 litros de whisky “Chivas Regal”, 10 litros de whisky “Red Label” e 9 garrafas de whisky “Black Label”, foram leiloadas para que uma dívida de R$ 1.778,00 fosse paga.
Por incrível que pareça, no mesmo dia, só que no lote com o sugestivo número de 171, mais três mesas foram “trocadas” por R$ 1.200,00.
E por ai vai.
Muitos foram os procedimentos semelhantes a estes, antes, durante e após este período.
Comprovação, no mínimo, de má-gestão.
E de que o “empresário” Tirone nem de longe pode ser o proprietário do dinheiro que ostenta.
Apresentada a verdade, resta agora aos verdadeiros palmeirenses, não apenas questionarem o seu presidente, como fiscalizarem suas ações com mais cuidado.
Motivos para desconfiar de coisa errada é o que não faltam.
Em tempo: A dívida pessoal do presidente do Palmeiras, de R$ 10.809,47, negativada no SERASA no último dia 03, deixou de constar no registro do órgão ontem, dia 06, muito provavelmente por ter sido quitada.
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