Maracanazo salvador
O quadro político do futebol brasileiro se desenha para os próximos anos de maneira triste, diria até, preocupante.
Com Ricardo Teixeira no poder até o Mundial do Brasil, agora ciceroneado por gente de estirpe moral semelhante à sua, tudo leva a crer que a opressão sobre os clubes tomará proporções ainda maiores.
Andres Sanches vem sendo preparado para representar o papel que foi de Rico Terra com João Havelange.
Mas, como em toda “organização”, passará ainda por alguns testes de lealdade durante o caminho.
Entre eles, cuidar da formação da nova Liga de Clubes.
Sua função será a de enganar alguns trouxas, cooptar outros, sempre no intuito de deixar bem claro dois pontos principais.
Para a imprensa e o público o discurso será de independência das agremiações, para os clubes, bem diferente, deixará bem claro as sanções para quem ousar desafiar a CBF.
Não tenho duvida alguma que São Paulo e Atlético/MG, nos próximos anos, serão prejudicados.
Pagarão o preço pela tentativa frustrada de independência, assim como Tiradentes sofreu um dia na Inconfidência, traído que foi pelo Andres Sanches da época, conhecido como Joaquim Silvério dos Reis.
Gente que entra sim para a história, mas que será sempre lembrado de maneira negativa pela população.
Com a covardia demonstrada, não apenas por nossos parlamentares com relação à CPI da CBF, mas também de todo o poder público, que permite essa roubalheira escancarada, só consigo enxergar uma luz no final deste túnel extenso e mal cheiroso.
O Brasil precisa perder a Copa do Mundo de 2014, dentro de campo, se possível, dando vexame.
Talvez seja a única maneira de termos uma manifestação popular com força suficiente para limar essa gente do futebol brasileiro.
Para, quem sabe, começarmos do zero, com pessoas capacitadas tomando a frente de um movimento pela moralização e reconstrução de nosso futebol.

