Segurando os ingressos

No início do mês, o Coronel Dutra, responsável pela segurança do Corinthians, trocou quase toda a sua equipe alegando que a empresa, terceirizada, havia solicitado o remanejamento.

E nem ficou vermelho.

Até as árvores do Parque São Jorge sabem que a tal empresa é, na verdade, de sua propriedade, embora esteja em nome de terceiros, prática adotada por grande parte dos dirigentes alvinegros em suas vidas privadas.

Mas um fato causou estranheza entre aqueles que conviviam com os antigos profissionais do setor, no Corinthians, entre eles até os jogadores de futebol.

Ninguém entendeu o motivo do segurança Ricardo ter sido mantido no clube, enquanto outros, mais eficientes, foram dispensados.

Este blog, como sempre, elucidará a questão.

Ricardo, na verdade, é parte integrante do esquema de comercialização de ingressos, por baixo dos panos, em dia de jogos do Corinthians.

Prática que rouba dos cofres alvinegros, a cada partida, em média, 10% de toda a arrecadação.

Basta ficar na entrada das numeradas, chamar por ele, ou por algum de seus capangas, pagar o valor “por fora”, e entrar no local tranquilamente.

No final, o lucro é rachado entre os partícipes do esquema, entre eles, conselheiros e diretores do clube.

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