O fator financeiro

Com a saída de Ronaldo, o Corinthians acorda de um sonho forjado no marketing para viver a dura realidade de sua gestão.

Suas dívidas estão próximas de R$ 200 milhões.

A previsão orçamentária não serve agora nem para ser utilizada como rascunho.

O discurso que os dirigentes alvinegros tentam implantar na mídia, de que os valores dos patrocínios irão diminuir mas, em compensação, os salários de Ronaldo não precisarão mais ser pagos, é absolutamente pueril, feito para enganar os menos providos de raciocínio.

O contexto do desastre é muito maior.

Além de ver seus recebíveis com os patrocinadores “masters” caírem pra 50% do total – previsto em contrato – há ainda outros recebíveis por desempenho e premiações – todas atreladas a Ronaldo – que evidentemente não serão mais pagos.

Há também centenas de outras ações de marketing que acabam de perder todo o sentido de sua existência.

Sem contar, é claro, o desinteresse de boa parte do público que ia aos estádios apenas para ver Ronaldo entrar em campo.

Não só a média de público já está em queda, como também o Corinthians não conseguirá mais arrecadar o mesmo montante que nos anos anteriores.

A situação realmente é preocupante.

Desde já não há dúvidas de que a gestão de Andres Sanches entregará para àquele que vier a substituí-lo, um clube insolvente, em situação muito pior do que a que ele recebeu da gestão Dualib.

O que é por si só, um feito notável de incapacidade administrativa.

Em evidência apenas agora, após a fumaça de mentiras ser dissipada pela dura realidade dos fatos.

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