Meio desastre no Pacaembu

Jogando um futebol medíocre, o Corinthians complicou sua vida na Pré-Libertadores ao empatar com a esforçada equipe do Tolima por zero a zero, em pleno Pacaembu.

Que recebeu público aquém do esperado, evidentemente por ocasião dos extorsivos preços cobrados pelas entradas.

Parece difícil de acreditar, mas o Timão conseguiu realizar uma primeira etapa ainda pior do que a disputada contra o Noroeste.

Foi dominado o tempo inteiro pelo ótimo toque de bola do Tolima, que em toda a partida não deu um chutão sequer.

Sem criatividade, marcação precária, além de atuações individuais terríveis, o Corinthians praticamente não incomodou a zaga colombiana.

O treinador do Tolima, inteligente, armou seu time para sair no contra-ataque com rapidez, usufruindo da “avenida” Roberto Carlos.

Somente dois lances corinthianos levaram perigo à meta adversária, um com Jorge Henrique, que cabeceou raspando a trave direita do goleiro e outro numa bola que Ronaldo dominou bem, mas concluiu muito mal.

Em compensação, a arbitragem prejudicou, e muito, os colombianos, quando, aos 24 minutos, Murillo escapou nas costas de Roberto Carlos, em posição legal, na cara de Julio Cesar, mas o inexistente impedimento foi assinalado.

No final da primeira etapa os torcedores corinthianos vaiavam a equipe, enquanto as “focas amestradas” dos Gaviões da Fiel aplaudiam, com o dinheiro do carnaval garantido.

Logo no início da segunda etapa, aos 48 segundos, Murillo arriscou da meia direita e quase marca para os colombianos.

Que souberam levar a partida com tranqüilidade até os 30 minutos, tempo em que nada aconteceu no gramado.

Somente nos últimos 15 minutos, desesperado, o Corinthians foi com tudo para frente e, mesmo atabalhoado, criou algumas chances.

Muito pouco para as enormes pretensões da equipe no campeonato.

No final, apenas as “focas” aplaudiram o desempenho alvinegro, como previsto e combinado com a diretoria, enquanto os verdadeiros corinthianos, envergonhados, vaiavam o que assistiram dentro de campo.

Agora, para evitar que a outra metade do desastre se concretize, terá que vencer seu adversário fora de casa.

Pode até conseguir, mas não será nada fácil.

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