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Relatório do Ministério Público sobre a MSI

* TODAS as segundas-feiras republicaremos este relatório, em homenagem a Francis Ford Coppola, diretor de “O Poderoso Chefão”

Leia a seguir o relatório elaborado pelo Ministério Público de São Paulo sobre a atuação do criminoso russo Boris Berezovski na MSI, empresa que firmou uma parceria com o Corinthians.

Caso MSI – Media Sport Investiment

Relatório de Investigação

Vistos, etc.

O procedimento administrativo criminal teve início por portaria baixada pelos subscritores no âmbito do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Estado de São Paulo (fls. 02/03), cumprindo determinação do Procurador-Geral de Justiça do Estado de São Paulo (fls. 05/06) e buscou esclarecer crime de lavagem de dinheiro (Lei Federal no. 9.613/98) e outros delitos conexos, ocorridos, em tese, na parceria celebrada entre MSI e Corinthians, tendo por base a representação formulada pelo Deputado Estadual Romeu Tuma.

Em resumo, afirmou o autor da representação que a parceria veio celebrada mediante intermediação de Kiavash Joorabchian, com captação de recursos obtidos no exterior, provenientes da pessoa de Boris Berezovski, detentor de antecedentes criminais, acusado de envolvimento em negócios fraudulentos no ramo de petróleo, assassinatos, lavagem de dinheiro e financiamento de grupos guerrilheiros (fls. 06/09).

Instaurado o procedimento, instruído com os documentos que acompanharam a representação inicial (fls. 06/163), o GAECO requisitou junto ao Corinthians a apresentação do contrato relativo à parceria, tendo sido atendido a fls. 221/238.

Da mesma forma, foram solicitadas e recebidas informações oriundas do Conselho de Controle de Atividades Financeiras -COAF (fls. 341/342). Documento do Veirano Advogados (fls. 382) trouxe dados acerca de Reza Irani Kermani, pessoa mencionada na investigação.

Sobre a existência da investigação, deu-se notícia formal à Agência Brasileira de Informações – ABIN (fls. 410), ao Banco Central do Brasil (fls. 411), ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras – COAF (fls. 413/414) e ao Presidente do Bradesco S.A. (fls. 412), instituições que, após, interagiram no procedimento (fls. 429 – ABIN; fls. 454- BACEN e 479-BRADESCO).

Solicitação de auxílio do Governo Russo, foi inicialmente dirigida à Embaixada Russa no Brasil (fls. 451/452), e, posteriormente, com correção, encaminhada ao Governo daquele país por intermédio do Ministério das Relações Exteriores (fls. 450, 456 e 457/458), vindo, então, aos autos notícia do encaminhamento realizado em forma de pedido de cooperação jurídica internacional (fls. 496).

Em três apensos numerados, produziu-se documentação relativa à constituição e desconstituição de empresas situadas no Brasil e no Exterior – utilizadas como apoio na concretização da parceria (apenso I). Foram reunidos, também, contratos de aquisição de direitos financeiros e federativos relativos a jogadores brasileiros e estrangeiros relacionados à parceria (apensos II e III).

Com o auxílio da INTERPOL (fls. 468 e 469), foi possível de se obter cópia do pedido de prisão preventiva expedido em desfavor de Boris Berezovski (fls. 473/477).

Foi requisitada (fls. 445), apresentada (fls. 498) e transcrita (fls. 502/504), fita de áudio atribuído a Alberto Dualib, Presidente do Sport Club Corinthians Paulista, reproduzida em programa jornalístico da Rádio e Televisão Record S.A..

Foram ouvidos na investigação, como testemunhas, Rolando Wohlers (fls. 168/169), Antonio Roque Citadini (fls. 361/365) e Miguel Marques e Silva (fls. 393/396).

Foram ouvidos em declarações os advogados Alexandre Verri (fls. 351/354), Carlos Fernando Sampaio Marques (fls. 355/357) e Maurício Fleury Pereira Leitão (fls. 368/371), do escritório “Veirano Advogados”, contratado por Kia para viabilizar juridicamente seus negócios em território brasileiro.

Da mesma forma, prestaram declarações Paulo Sérgio Scudiere Angioni (fls. 377/385), Alberto Dualib (fls. 401/406), Nesi Curi (fls. 422/425), Andrés Navarro Sanches (fls. 436/439) e Carlos Roberto de Mello (fls. 462/467), dirigentes do Sport Club Corinthians Paulista.

Por derradeiro, procedeu-se à oitiva de Kiavash Joorabchian (fls. 482/488), com o auxílio de interprete compromissada nos autos (fls. 481).

É O RELATÓRIO NECESSÁRIO.

CONSISTENTE O RESULTADO DA INVESTIGAÇÃO.

Cabia averiguar, em primeiro plano, a situação processual de Boris Berezovski, apontado na representação inicial como investidor “oculto” da parceria. Sobre ele, vieram afirmadas “condenações por fraudes e remessas ilegais de capitais ao exterior”. Mais. Foram relatados seus contatos com o “submundo do crime, através de Badri Patarkatsishvili, por meio de quem eram realizados contatos com as máfias tchetchenas e com a Fraternidade Soltntsevo, considerada a maior e mais importante organização criminosa russa“.

Tais dados constam de minucioso relatório produzido pela Agência Brasileira de Informações – ABIN (fls. 11/16). Também se vê daquele documento a ligação de Boris Berezovski com sucessivos governos da antiga União Soviética e, posteriormente, da Rússia, fato que lhe propiciou a aquisição de empresas estatais a preços abaixo do valor real de mercado e, também, a acusação de ter representado “papel importante no desenvolvimento da ‘jihad’ islâmica ao financiar as ações de grupos ligados a Bin Laden na Tchetchênia em 1999“, assim, apontado como “banqueiro informal” dos movimentos tchetchenos, local que, nos dois anos seguintes, “se tornaria um centro para a ação de criminosos”, tendo sua capital, Grozny, listada como importante ponto para o “tráfico internacional de heroína”.

Nada obstante ter recebido asilo político do governo inglês ainda segundo o relatório ABIN (fls. 16), o fato é que, no curso da investigação, foi possível de se obter junto à INTERPOL cópia do pedido de prisão preventiva de Boris Berezovski (fls. 473/477). O documento, aqui reproduzido eletronicamente, dá conta de que tal pessoa mereceu duas condenações criminais em território russo, cada uma delas de dez (10) anos de prisão, somados, assim, vinte (20) anos de prisão, por crimes de lavagem de dinheiro, fraudes empresariais, remessa irregular de dinheiro ao exterior e participação em organização criminosa destinada à prática de fraudes em grade escala.

Há destaque, no documento INTERPOL para a menção de Boris Berezovski como membro de organização criminosa (fls. 476). Para o organismo internacional, Boris está incluído na chamada “Difusão Vermelha”, difundida pela Secretaria Geral da INTERPOL em Lion, na França, a pedido da Rússia (fls. 473) sendo, assim, procurado pela Justiça Russa em todo o mundo.

Para efeitos da lavagem de dinheiro, tipificada na Lei Federal no. 9.613/98, tal como evidenciado nos documentos obtidos no curso da investigação, Boris Berezovski está direta ou indiretamente ligado com crimes praticados contra o sistema financeiro da Rússia, delitos diversos praticados por organização criminosa, e, também, por acusações de financiamento de guerrilhas islâmicas, equivalentes a atos de terrorismo(1). O documento ABIN fala expressamente em “financiamento de ações de grupos ligados a Bin Laden na Tchetchênia em 1999” (fls. 16).

A questão, então, estava em saber se Boris Berezovski e Badri Patarkatsishvili, seu apontado companheiro de crimes, estavam ou não ligados à parceria MSI-Corinthians. Aqui, nada obstante a negativa formal de todos os envolvidos na parceria, sem exceção, o fato é que desde o início os indícios colhidos apontavam neste sentido.

A primeira evidência decorreu da própria constituição das empresas ligadas à parceria, sempre elaborada com o propósito de, em verdadeira cascata de “offshores“, tentar afastar qualquer ligação direta ou indiciária com aquelas duas pessoas mencionadas no início da investigação.

Foi constituída na Inglaterra, quase que simultaneamente ao final das tratativas com os dirigentes corintianos, a MSI Inglesa (fls. 76 do apenso I). Tal empresa, antes desconhecida, associada a outras duas, a DEVETIA LIMITED e a JUST SPORT LIMITED, respectivamente constituídas nas Ilhas Virgens Britânicas em 10 de junho de 2004 (fls. 38 do apenso I) e 07 de junho de 2004 (fls. 133 do apenso I), tornaram-se as únicas proprietárias da MSI Brasileira (fls. 3/16 do apenso I), representadas pela pessoa de Paulo Sérgio Scudiere Angioni (fls. 11 do apenso I).

Em demonstração de que as empresas são utilizadas com único propósito de ocultar a identidade dos investidores e o ramo de atividade onde produzidos os recursos, Paulo Angioni foi ouvido nos autos e declarou, de forma surpreendente, não conhecer quaisquer dados das empresas estrangeiras das quais estava aceitando, com remuneração, ser procurador (Just, Devetia e MSI Londrina), bem como não saber por qual motivo havia assinado documentos bancários variados e desconhecidos, inclusive para possibilitar a continuidade de transferência de recursos financeiros da MSI Brasileira ao Corinthians (fls. 377/381).

Pouco antes, um dos advogados do Veirano afirmou que as transações eram realizadas por determinação de Reza Irani Kermani, iraniano trazido em confiança por Kia Joorabchian, que de Londres geria a empresa brasileira por telefone ou e-mail (fls. 370/371), em uma demonstração evidente de que Paulo Angioni tinha papel decorativo trazido ao negócio com o único propósito de conferir aspecto de legalidade formal ao que estava sendo realizado.

Vale dizer, Angioni era o representante das empresas estrangeiras, que, nada obstante, atuavam no Brasil a mando de um iraniano de confiança de Kia, que, para atingir sua finalidade – ordem de transferência de milhões e milhões de dólares – operava com o auxilio de uma conta de e-mail gratuito (hotmail), formalmente declinada a fls. 382.

O expediente de utilização de provedor internacional gratuito é conhecido justamente por dificultar a quebra de sigilo por parte de autoridades brasileiras, constituindo forma segura e informal para transações clandestinas.

Ao mesmo tempo em que as operações financeiras se realizavam com a utilização de “offshores” situadas em paraísos fiscais, expediente bastante difundido entre organizações criminosas, quando da primeira remessa de dinheiro ao Corinthians, no valor de US$ 2.000.000,00 (dois milhões de dólares), a título de empréstimo ao clube brasileiro, surgiu como remetente a pessoa-física de ZAZA TOIDZE, oriundo o dinheiro de Tibilizi, Capital da Geórgia, base operacional de Badri Patarkatsishvili, apontado parceiro de Boris Berezovski.

O fato não conferiu com as declarações inicialmente prestadas pela MSI Brasileira – que apontava o remetente como a DEVETIA -, e a operação, para não ficar perdida, teve que ser novamente declarada pelo Banco Bradesco S.A., instituição escolhida para o ingresso dos recursos. Assim, constou que ZAZA mandava os recursos direto de Tbilizi, a mando da DEVETIA, operação que acabou denunciada ao COAF (fls. 341/342).

Até onde foi possível investigar, não se localizou ZAZA TOIDZE, nem se chegou à sua identidade efetiva, havendo suspeita fundada de que tal pessoa sequer exista efetivamente(2) Kia, quando ouvido, declarou não conhecer tal pessoa, nem nunca dela ter ouvido falar (fls. 482/488), fato que, à evidência, somente corrobora a convicção de que apenas tenta, a todo custo, ocultar do conhecimento da investigação as pessoas e empreendimentos compreendidos nas transações, integralmente comandadas por ele próprio.

Kia chegou a descrever a existência entre um contrato formal de empréstimo, com cláusulas de juros, entre a DEVETIA e ZAZA e, entretanto, preferiu omitir-se sobre a identidade misteriosa de tal pessoa. Foi muito além, declarou conhecer nomes e qualificações de pessoas que trabalhavam nas empresas estrangeiras e, ainda assim, optou por não revelá-los nos autos do procedimento.

De qualquer forma, a exposição acidental do remetente pessoa-física acabou relacionando a Geórgia com a origem dos recursos ocultados por trás das “offshores” das Ilhas Virgens Britânicas.

Desmontada a estrutura das empresas estrangeiras, foi possível saber que a DEVETIA é de propriedade de outra “offshore” (fls. 70 do apenso I – GGAW LIMITED). A JUST, de sua feita, teve seu certificado corporativo omitido na investigação, porém, segundo Kia, é dele próprio e de outras pessoas físicas e jurídicas (fls. 484) até agora omitidas das autoridades. Cobrada a MSI Brasileira, na pessoa de Paulo Angioni, veio a promessa de que o certificado será apresentado assim que se finalizar a tradução do certificado corporativo da JUST (fls. 490).

Sobre a transação de compra e venda de direitos federativos relativos a jogadores com recursos da parceria investigada, efetivamente realizada pelo Sport Club Corinthians Paulista, descobriu-se que a compra de jogadores brasileiros e estrangeiros no exterior não passou pelo território nacional, conforme afirmado pelo Vice-Presidente de Finanças do Corinthians, Carlos Roberto de Mello (fls. 465).

Assim, Carlos Alberto Tevez foi adquirido pelo Corinthians diretamente do Boca Juniors da Argentina pela quantia de US$ 16.000.000,00 (dezesseis milhões de dólares – fls. 61 do apenso III). Ao mesmo tempo, foi celebrado entre os dois clubes um intercâmbio de jogadores nas categorias de base, no valor de outros US$ 2.000.000,00 (dois milhões de dólares – fls. 66 do apenso III), o que significa dizer que a transação total é representada por estes dois valores, somados a quinze por cento devidos ao jogador, dez por cento devidos aos intermediadores e outros U$ 400.000,00 (quatrocentos mil dólares) a título de impostos diversos, conforme declarado por Kia (fls. 486), ao mesmo tempo em que afirmava que o contrato apresentado pelo Corinthians em atendimento à requisição do Ministério Público (fls. 06 do apenso II) não tinha validade alguma, fato, por sinal, reconhecido pelo próprio Corinthians no dia da oitiva do iraniano (fls. 492 e 493).(3)

Efetivada a contratação, os direitos financeiros sobre Tevez foram cedidos pelo Corinthians à JUST SPORT LIMITED (65% – fls. 71 do apenso III) e 35% à MSI GROUP LIMITED, ambas as empresas sediadas nas Ilhas Virgens Britânicas. A MSI GROUP, até então desconhecida na investigação, não teve juntado nos autos seu certificado corporativo, nem cuidou Kia de esclarecer na investigação quem sejam seus reais proprietários.

Da mesma forma se procedeu com relação ao jogador Marcelo Mattos, adquirido junto ao São Caetano pela quantia de US$ 1.200.000,00 (hum milhão e duzentos mil dólares), pelo Corinthians, que, em seguida, tratou de ceder os direitos financeiros integralmente à empresa DEVETIA LIMITED (fls. 99 do apenso III).

Dominguez Sebastian foi adquirido pelo Corinthians do Club Atlético Newell’s Old Boys, da Argentina (fls. 106 do apenso III), por US$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil dólares) e os direitos financeiros sobre o contrato foram cedidos, na integralidade, à MSI GROUP LIMITED (fls. 111 do apenso III).

Pelos direitos federativos do jogador Carlos Alberto, o Corinthians pagou Euros 6.766.107,00 (seis milhões, setecentos e sessenta e seis mil e cento e sete euros – fls. 122 do apenso III). Os direitos financeiros sobre esse jogador foram cedidos à MSI GROUP (50% – fls. 125 do apenso III) e à GLOBAL SOCCER AGENCIES LIMITED (50% – fls. 130 do apenso III), empresa registrada em Gibraltar e escritórios localizados em Israel, até então desconhecida da investigação.

As evidências, assim, são no sentido de que a MSI Brasileira foi constituída apenas e exclusivamente para fazer receber no Brasil recursos oriundos das “offshores” sediadas em paraísos fiscais, conforme já mencionado. Tem como administrador remunerado a pessoa de Paulo Angioni, que, quando ouvido, não tinha nem a mais vaga idéia das operações que, em tese, seriam de responsabilidade de empresas por ele representadas no país. Enquanto isso, as transações envolvendo compra de jogadores estavam centradas na JUST SPORT, DEVETIA, MSI GROUP e GLOBAL SOCCER (as três primeiras das Ilhas Virgens Britânicas e, a última, de Gibraltar). Não foram localizadas movimentações financeiras oriundas da MSI Londrina, titular minoritária da MSI Brasileira.

Na verdade, há indícios de que a constituição da MSI Londrina teve como único propósito o de ocultar, ao menos por algum tempo, a existência da MSI GROUP LIMITED, nas Ilhas Virgens, de onde vieram efetivamente os recursos introduzidos na parceria, ao menos para aquisição de jogadores no exterior. Não houve investimento oriundo de Londres e os milhões de dólares transacionados vieram todos das Ilhas Virgens, Gibraltar e Geórgia.

Compreendida a dinâmica dos investimentos, a relação de Boris Berezovski com a parceria veio suficientemente demonstrada. Primeiro, por declarações prestadas pelo próprio Alberto Dualib à imprensa, depois negadas quando de suas declarações formais.

A fita de áudio obtida junto à Rede Record de Televisão, transcrita a fls. 503/504, revela o dirigente corintiano relatando ao Conselho de Orientação do Clube (CORI), ainda antes da época da assinatura do contrato final da parceria, a ligação de Boris Berezovski com os investimentos no clube.

Surpreendido por gravação de áudio, Dualib afirma as tratativas com o magnata russo que “gostaria de vir ao Brasil, mas como convidado oficial” (fls. 504). Demonstrando prévio conhecimento dos problemas penais de Boris, diz que ele “está escondido na Inglaterra, ele não pode voltar para a Rússia por enquanto” (fls. 504). Arremata, aos dirigentes presentes no CORI, ter ouvido do russo “…eu quero entrar no Brasil pelo Corinthians, espero que o Governo Brasileiro me faça esse convite para tratar de fazer alguns negócios em parceria com o governo” (fls. 504).

Segundo, porque em fato notório as identidades de Boris Berezovski e Badri Patarkatsishvili como integrantes da parceria nunca foram escondidas por Dualib de seus dirigentes. A propósito, ouvido no procedimento, Antonio Roque Citadini, ex-vice-presidente de futebol do clube e Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, esclareceu que o presidente Dualib afirmou em bom tom dentro do clube que Boris Berezovski e Badri Patarkatsishvili, investidores na parceria, eram pessoas de muito dinheiro.

Também esclareceu ter ouvido de Dualib que a esposa de Boris veio ao Corinthians para conhecer o parceiro brasileiro, já que o marido não poderia sair do território inglês em razão de seus problemas criminais (fls. 362). Citadini esclareceu ainda ter se retirado das negociações e avisado o presidente do Corinthians acerca dos pontos obscuros da parceria que estava nascendo, em razão de pesquisas realizadas que mostravam péssima condição criminal daquelas pessoas na Rússia.

No mesmo teor veio o depoimento de outro dos dirigentes corintianos, Miguel Marques e Silva. Juiz de Direito em São Paulo e Conselheiro Vitalício do Clube, a testemunha, embora tenha ressalvado o aspecto formal e simples do contrato da parceria, recordou-se de reunião de vários dirigentes do Corinthians, onde se deu acesso ao relatório criminal de Boris Berezovski e Badri Patarkatsishvili elaborado pela Agência Brasileira de Informações – ABIN.

Depois, relatou também ter ouvido, novamente do próprio Dualib, em reunião do Corinthians, que o presidente, os vice Nesi Curi e Andres Sanches e Carla Dualib, foram pessoalmente à Inglaterra e à Geórgia, para conhecer os parceiros internacionais, travando contato, ali, inclusive nas residências pessoais, com Boris Berezovski e Badri Patarkatsishvili (fls. 393/396). O presidente Dualib disse ao depoente que as despesas totais com a comitiva montaram US$ 500.000,00 (quinhentos mil dólares – fls. 395), arcadas justamente pelos tais anfitriões internacionais.

Não há dúvida alguma acerca da efetiva participação de Boris Berezovski e Badri Patarkatsishvili nos investimentos no Corinthians. O fato foi admitido inicialmente por Alberto Dualib e confirmado pelas testemunhas que ouviram dele, no Corinthians, o relato da viagem da comitiva do clube ao encontro dos parceiros internacionais.

Depois disso, ainda sobreveio o depósito da primeira remessa de dólares(4), a título de empréstimo ao Corinthians, oriunda justamente de Tibilizi, terra de Badri Patarkatsishvili, para onde, aliás, voou a comitiva corintiana, em jato particular fornecido por Boris Berezovski.

Alberto Dualib (fls. 401/406), Nesi Curi (fls. 422/425), e Andrés Sanches (fls. 436/439), ouvidos, não puderam negar que, justamente após avançar nos detalhes da parceria com Kia, no Brasil, finalmente viajaram para Londres e Tbilizi, onde conheceram Boris Berezovski e Badri Patarkatsishvili, inclusive valendo-se de jato particular de Boris para a viagem à Geórgia, terra de Badri e de Zaza. Embora tenham tentado minimizar as declarações iniciais do presidente corintiano, ficou evidente que os anfitriões internacionais (outros nomes não foram citados) eram justamente os investidores buscados.

Tanto é verdade que, mais recentemente, ouvido nos autos, Carlos Roberto de Mello confirmou que a esposa de Boris Berezovski veio realmente ao Brasil, conhecendo o Corinthians e sendo recepcionada pelo Presidente Dualib e por Nesi Curi, que, indagados a respeito, haviam tergiversado sobre o fato (fls. 466). Aliás, Dualib havia negado expressamente o contato.

Em suma, até onde avançaram as investigações somaram-se indícios suficientes à demonstração de que a parceria MSI-CORINTHIANS está sendo utilizada para prática de lavagem de dinheiro obtido principalmente de Boris Berezovski, pessoa condenada a vinte anos de prisão, e, que, hoje, é procurada pelos crimes contra o sistema financeiro russo, participação em organização criminosa e outras fraudes, sem prejuízo da existência de outros desconhecidos investidores. Deram conta de que tal pessoa opera com Kia, seu intermediário em transações suspeitas.(5) As operações são concretizadas com a utilização de diversas “offshores” que têm o único e conhecido propósito de distanciar o investidor e a origem ilícita dos recursos de seu destino final, no caso a aquisição e venda de jogadores e produtos em clube de futebol.

E os indícios apontam para Kia Jorabchian como principal responsável pela parceria investigada, atuando dentro do território brasileiro, contando com a participação direta de Reza Irani Kermani (hoje provavelmente domiciliado em Londres) e de Boris Berezovski (domiciliado em Londres e procurado pela INTERPOL) e Badri Patarkatsishvili (há notícia de que, com a morte do primeiro-ministro da Geórgia, ocorrida recentemente, Badri estaria deixando aquele país, rumo à Ucrânia – fls. 499/500).

No Brasil, tais pessoas contaram com a colaboração direta de Paulo Sérgio Scudiere Angioni, que, ciente de suas responsabilidades, emprestou o nome para representar três “off shores” desconhecidas, para finalidades já declaradamente suspeitas. Da mesma forma, colaboraram com as operações os dirigentes do Corinthians Alberto Dualib, Nesi Curi e Andres Sanches que, mesmo após terem sido cientificados, por outros diretores, dos problemas criminais dos russos, prosseguiram tratando de assuntos relativos à parceria, posteriormente concretizada documentalmente em contrato, de forma que suas condutas, obviamente individualizadas, deverão ser objeto de análise pelo Ministério Público Federal.

Diante do exposto, presentes indícios suficientes de crime de competência da Justiça Federal, porque a lavagem internacional aqui apurada tenta contra a ordem econômico-financeira e o sistema financeiro nacional, conforme se infere dos artigos 1º, incisos II, V, VII e 2o, inciso III, da Lei Federal 9.613/98, delibera-se, relatada a investigação:

a)submetê-la ao crivo do Procurador-Geral de Justiça, com sugestão de remessa dos autos, na via original, ao Procurador-Geral da República, a quem compete prosseguir atuando nas etapas supervenientes, mantendo-se, no Grupo de Atuação Especial, cópia integral do procedimento e de seus apensos e,

b)remeter cópia integral do procedimento, inclusive com os contratos relatados no anexo III, para conhecimento e providências administrativas eventualmente cabíveis no âmbito do Banco Central do Brasil.

SÃO PAULO, 08 DE ABRIL DE 2005.

JOSÉ REINALDO GUIMARÃES CARNEIRO

Promotor de Justiça – GAECO

ROBERTO PORTO

Promotor de Justiça GAECO

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55 comentários em “Relatório do Ministério Público sobre a MSI”

  1. paulinho…..demorei mas lí……deus me livre !!! para mim, é cana para todo mundo…!!! Cadeia neles !!! vai para o xilindró !!!! Até uma criança de 2 anos saberia o que tava se passando, não precisava o gaeco falar tudo isso…a interpol já tinha tudo pronto….

  2. Esse BEREZOVSKY é mano dos manos ? Que currículo !!!
    Também li todo o processo e hoje vejo que Andre Negao, Mane da Carne e cia são fichinha perto deste criminoso soviético.
    Pobre povo soviético, pelo qual tenho muito respeito.
    Essa foi a principal razão de minha desistência deste clube. Após ler mais esta notícia, vejo o quanto fiz bem em praticar este ato de bravura.

    FRANCISCO TERRA. PALMEIRENSE NATO.

  3. Chico Fio-Terra

    Aprende seu bagual, VOCE NÃO É PALMEIRENSE NATO.

    VOCE VIROU-BANDEIRA DUAS VEZES.

  4. Vc ta parecendo Petralha, quando a coisa aperta joga outro asunto pra ver se esquece o primeiro.

    Nem a PARMALAT deu esse buxixo…E depois voces falavam em Mafia…AHAHAHAH

  5. Paulinho, isso é matéria requentada, você deveria esperar por fatos novos, isso é apenas denuncias do ministério público aos orgãos competentes.
    Você deveria revirar o caso do Rodoanel e o caso Allstom (empresa Francesa) que presta serviço ao metro de sampa a vários anos, aliás a queridinha dos tucanos, viu.

  6. ola paulinho

    sei q vou ser alvo de “elogios” sobre o q vou falar.

    não sou corinthiano. Gosto de futebol, sou são paulino e acredito que não existe time santo no futebol

    mas grandes decepções fazem muitas coisas virem a tona, não seria bom para a instituição corinthians que deve ter pessoas de bem, que o centenario seja um fiasco?

  7. Como o jeffeeson falou não tem nenhum time santo. o proprio palmeiras que o cara ali de cima insiste em dizer q tem orgulho, é o time mais mafioso do brasil. mas os olhos só são aberto quando acontece. espera pra ver.

  8. Deno novo esse assunto velho?
    Vc precisa e de um banho de descarrego e não de um terapelta.

    Paulinho: Aprenda a ler e verá que o assunto é recente, com audiência marcada para hoje…

  9. Cara vc precisa encontrar ao melhor para vc fazer,essa sua perseguição ao Corinthians já deu no que tinha que dar.

  10. VOCÊ ACERTOU NA MOSCA. PRA INSTITUIÇÃO CURICA, INSTITUIÇÃO PALMEIRAS, INSTITUIÇÃO SANTOS, INSTITUIÇÃO SÃO PAULO.
    AMIGO O FRACASSO DESSE TIMECO JÁ ESTÁ PROGRAMADO, É SÓ AGUARDAR PARA COMEMORAR.

  11. AVALANCHE DE PROCESSOS VARRE O CORINTHIANS

    Quase um time inteiro de ex-jogadores entram na Justiça contra o clube alegando falta de pagamento
    anuncie!
    O Corinthians é alvo de pelo menos dez novos processos trabalhistas na Justiça, movidos por jogadores que alegam falta de pagamento após deixarem o Parque São Jorge.
    O LANCENET! teve acesso a alguns deles, que cobram cifras milionárias por meio de seus advogados. Na maioria dos casos, a alegação é de diferença nos valores recebidos por cessão de direitos de arena e de imagem. Também há quem não concorde com os valores da rescisão do contrato, o que inclui 13º salário, FGTS e outros encargos.
    A nova avalanche de processos inclui quase um time inteiro: os zagueiros Betão, Marcus Vinícius e Gustavo, os laterais Gustavo Nery e Rubens Júnior, os volantes Ricardinho e Magrão, o meia Carlos Alberto e os atacantes Finazzi e Bebeto.
    “Finazzi está disposto a fazer acordo. Aliás, até demorou para entrar na Justiça porque queria o acordo. Isso vai depender do Corinthians”, afirma João Henrique Chiminazzo, advogado do atacante que deixou o Timão no início de 2008 e que exige quase R$ 300 mil de arena.
    “O que ele (Bebeto) pede são as verbas rescisórias do término do contrato e a (direito) imagem como se fosse salário”, diz Eduardo Novaes Santos, um dos advogados do atacante que disputou a Série B pelo Timão e que fez 12 jogos e um gol. Bebeto quer R$ 50 mil
    Os dez processos contra o Timão
    Outro caso que chama a atenção é o do zagueiro Betão. Revelado pelo Corinthians, o zagueiro ofereceu uma placa de agradecimento pelos quase 15 anos que passou no Parque São Jorge. O clube retribuiu, por meio de uma nota oficial. A primeira audiência do seu processo ocorre nesta quarta-feira.
    Por meio da assessoria de imprensa do clube, o presidente Andrés Sanchez não quis comentar a enxurrada de processos. Já o diretor jurídico Sérgio Alvarenga disse que não pode dar detalhes sobre os processos, mas afirmou que seu departamento está trabalhando nos casos.
    “Mesmo quando fazemos acordo, este acordo, para ser vantajoso para o clube, é em um valor abaixo daquilo que pedem. Você faz uma estimativa do que eventualmente pode perder e, em seguida, faz uma proposta menor. E qual o interesse da outra parte? Ele recebe valor menor em vez de esperar quatro ou cinco anos para receber”, disse Alvarenga.

    QUEM SERÁ ESCOLHIDO COMO EMBAIXADOR DO CALOTE?

  12. « FPF erra de novoPinóquios da Fiel »Nilmar executa Corinthians na justiça

    By Paulinho

    O atleta Nilmar entrou com pedido de execução na justiça contra o Corinthians.

    A ação tramita no Tribunal Regional do Trabalho – 2ª Região – 81ª Vara.

    O número do processo é: 05362200608102004 de 20/01/2009.

    Andres Sanches comprometeu-se a quitar a dívida com o atleta em 20 parcelas de R$ 250 mil.

    R$ 5 milhões no total.

    Pra variar, faltou com a palavra.

    Não pagou nem a primeira.

    Sua administração está levando o clube a uma situação pré-falimentar.

    A dívida ultrapassa os R$ 100 milhões.

    Não há mais verbas a receber de televisão e das confederações.

    Foram todas adiantadas.

    As dívidas, que ele disse ter quitado em 2008, na verdade foram renegociadas e a bola de neve começou a estourar esse mês.

    Não há como pagar e mesmo assim, por causa das eleições, ele ampliou ainda mais o rombo.

    O patrocínio que dizem há meses estarem para fechar, segundo eles por valores estratosféricos, também faz parte de um discurso mentiroso.

    Ronaldo terá direito a 40% do valor.

    Se tiver sorte o Timão consegue um pouco a mais do que São Paulo e Palmeiras.

    De qualquer maneira o valor já estará comprometido com as inúmeras dívidas que a atual gestão fez nos últimos meses.

    Ou seja, sem dinheiro para pagar e com a entrada de recursos comprometida.

    Ações trabalhistas começam a surgir na justiça.

    A de Nilmar é preocupante.

    Se o clube não pagar corre o risco de ser punido pela FIFA.

    Há também dívidas com os funcionários mais humildes do clube.

    Alguns estão cerca de dois meses sem receber.

    É o caos administrativo e financeiro.

    O Corinthians está nas mãos de bandidos e aproveitadores.

    Que são blindados por abutres que fingem fiscalizar a diretoria.

    Enquanto isso o marketing do clube desanda a mentir na tentativa de encobrir atos de corrupção e incompetência na administração.

    Utilizam-se até de alguns veículos de comunicação que se submetem ao jogo sujo.

    A situação é ainda mais perigosa do que na época em que Dualib saiu.

    O Corinthians está quebrado e eles só pensam em se reeleger.

    Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região – Acompanhamento Processual em 1ª Instância

    Processo : São Paulo – Capital(001)

    Vara: 081 – 05362200608102004

    Distribuído em: 15/12/2006

    AÇÃO DECLARATÓRIA

    Processo dependente nº: 4846/2006

    Autor : Nilmar Honorato da Silva

    Advogado : ANDRE OLIVEIRA DE MEIRA RIBEIRO

    Réu : Sport Club Corithians Paulista + 1

    Advogado : DIOGENES MELLO PIMENTEL NETO

    Solução : Procedência em parte de Ação em 20/08/2007

    Data(s) Trâmite(s)

    20/01/2009 Protocolo de Petição de Pedido de execução de acordo

  13. Ou elogiar mais os comentários do Ribamar… ele precisa de atenção!

    E tem um nome lindo: RI-BA-MARRRRR!

  14. Nossa, tá pagando o Nilmar e o calote que deu no Lyon até hoje!?

    Ainda bem, que vem um patrocínio ENORME, mas será que vai dar pra pagar? É muita dívida, o clube é humilde… e coisa e tal…

  15. Na média a divida tá de bom tamanho pois são paulo jf, parmera jh, santos, Flamengo, Fluminense, Guarani, Vasco e outros devem muito mais, inclusive ao fisco, viu.
    Passei a enxada no professor safado que não sabe ensinar seus alunos analfabetos viu.
    O Serra deveria meter o pé no rabo desses professores vagabundos tipo zé ruela, viu.

  16. DA CORTE E AQUINO. O BOBOMAR COMO DISSE EM OUTRA POSTAGEM TRABALHOU NO NOSSO CONDOMÍNIO.
    NINGUÉM CONVERSA COM ELE, ÚNICOS LOCAIS QUE ACHA QUE PODE SE MANIFESTAR SEM SER IDENTIFICADO É EM BLOGS.
    ENTÃO O QUE ACONTECE, ELE ESCUTA AS PESSOAS CONVERSANDO NA RUA PRESTA ATENÇÃO, CORRE NA LAN HAUSE E COLOCA O QUE OUVIU, POR ISSO AS COISAS NÃO BATEM COM O QUE ESTÁ SENDO EXPOSTO, MAS ELE ACHA QUE ESTÁ ABAFANDO.
    EM OUTROS BLOG CHUTARAM A BUBDA DELE, ENTÃO CRIOU O BROG DO EU SÓ.
    É EU SÓ, PORQUE NINGUÉM POSTA NADA POR LÁ, CANSADO DE FALAR SOZINHO VEM AQUI DESCARREGAR SUAS BOBAGENS.
    UON, UON, UON, UON, UON,

  17. COMO EU COLOQUEI NO SEU.
    AH IA ESQUECENDO, DÁ UM PULINHO NA SECRETARIA DA ESCOLA E LEVA UMA CERTIDÃO COM NOME DO TEU PAI, A QUE TEM LÁ ESTÁ SÓ COM O DA TUA MÃE.
    EU FALEI PULINHO, NÃO PAULINHO!

  18. Nooossaaa, que baixo nível Ribamarzinho, assim não vou mais gostar de você… mentira, com esse belo nome quem não te amaria, né… hahahahahahaha, que coisa feia!

  19. Eu posso acessar o blog do RibamAAARRR, qual é… tem gente pelada ou só comentários e opinões idiotas e sem importância?

  20. Home | Futebol | Série A | São Paulo | A ilegalidade dos processos do São Paulo
    A ilegalidade dos processos do São Paulo
    14/01/2010 17:26:00 Mônica Formigoni
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    Atletas aprendizes só podem receber ajuda de custo

    Para entender um pouco melhor sobre as ações judiciais movidas pelos jogadores de base do São Paulo contra o clube, o MsM conversou com o jurista e um dos elaboradores do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, Marcílio Ramos Krieger, para o esclarecimento de alguns pontos importantes.

    Antes dos 16 anos, o atleta tem com o clube um contrato de formação profissional e, para isso, recebe apenas um auxílio financeiro – para alimentação, transporte e a realização de cursos.

    Após os 16 anos, pela lei atual, o atleta assina um contrato de 5 anos de permanência no clube. Esse contrato só poderá ser quebrado de comum acordo.

    “O atleta não pode ser registrado antes dos 16 anos, portanto, a única coisa que ele poderá reivindicar na justiça são os depósitos referentes a sua manutenção no clube como aprendiz.”, declarou o jurista.

    Em uma explicação mais detalhada sobre o assunto, Dr. Krieger explicou como é feita a contabilidade para atletas aprendizes.

    “O clube de futebol tem que ter uma contabilidade separada para o departamento de base. Nessa contabilidade, tem que constar os gastos com os atletas menores e os gastos individuais. Caso algum (jogador) entre na justiça, o valor a ser depositado é o gasto anual que o atleta teve no período. Portanto, os atletas do São Paulo só podem reclamar, em juízo, o que o clube prometeu e não deu.”

    Quanto à transferência de jogadores menores para outro clube e país, o jurista deixou claro que, para isso, a CBF deve autorizar o atleta e, ao mesmo tempo, ele precisará do registro da FIFA para fazer a vida no exterior.

    “Antes dos 16 anos, o atleta não tem contrato de trabalho, portanto ele pode romper com o clube e se transferir. Nessa idade, a FIFA só não permite que o jogador se transfira para outro país, sem que a família esteja presente e o responsável trabalhando. Com 16 anos ou menos, o clube não pode registrar o jogador e, sem registro, ele fica sem condição de jogo. Resumindo: para o atleta atuar no exterior, a CBF tem que dar autorização e a FIFA tem que registrá-lo, por isso que só é permitida a saída de maiores de 18 anos.”

    Sintetizando os esclarecimentos do jurista, especialista em leis desportivas, o que a mãe do jogador Lucas Piazon, de 15 anos, está requerendo na justiça (R$1,2 milhões de luvas), é ilegal, pois o atleta não é profissional. E mais: caso esse valor fosse dividido por 12 meses, daria numa quantia de R$100 mil de salário – coisa que o atleta não pode ter antes dos 18 – ou R$100 mil de ajuda de custo, o que o clube não manteria de forma alguma para um atleta aprendiz.

    “Pela ilegitimidade da ação, o juiz poderá simplesmente mandar arquivar a ação.”, concluiu Marcílio Ramos Krieger.

  21. Pô Paulinho, de novo esse assunto????
    Será que não tem nada de bom nessa atual diretoria, nesse atual elenco???
    Se ninguem presta porque ninguem foi preso até hoje??????
    Vc tem que ser justo!
    Fala tbem do Sao Paulo, Santos, Palmeiras…
    Lá tbem tem muita sujeira.

  22. Zé Vomito, ocupe o seu tempo pra você cara, para de falar do Corinthians cara, tenta comprar a casa própria que ai você não precisa pagar aluguel pra Corinthiano e não corre o risco de ser despejado, viu.
    Passei a enxada no rabo do professor.

  23. Paulinho, essas reportagens poderiam ser distribuídas durante a semana, não? Por exemplo, a do ricardo teixeira segunda, do COB as terças, etc. No formato atual elas se tornam um incrível “divisor” no conteúdo do blog.

  24. Coitados dos Brasileiros….

    Nem o premier Putin consegue pega-lo, imagine a justiça brasileira.

    O cara tem aporte do Governo Ingles, mudou seu nome, é dono de um império sobre o Tâmisa…..

  25. e aí??? alguem vai ser punido??? hummmm………… NAO!!! ninguem vai puni-lo, pq senao teria q sobrar pro clube do Lula tb…

  26. Ler todo o processo infelizmente eu não o fiz ! Mas para as poucas palavras “lavradas” neste espaço , já nos diz a tamanha encrenca em que se meteu o Timão.. inocente daqueles torcedores (como nós mesmos) que acredita que neste país a coisa é séria! Não estou querendo apenas julgar..ou melhor não tenho poder para isso , ou melhor , pré-julgar o Timão ; ele isoladamente não está só neste tabuleiro ..aonde as peças do jogo envolvem muuito mais clubes , que não precisaram de “KIAS” para desenvolver tais instrumentos que se fizeram de ferramentas para as engrenagens esportivas!

  27. Paulinho: já que vc gosta de brincar de polícia do universo , porque não vai lá e dá ordem de prisão para todos inclusive para o pessoal do PSDB que esta envolvido com a roubalheira do metrô ( Alstom)? porque não falarmos da bela vitória do corinthians sobre um Palmeiras fraco, que continua com uma única jogadinha, cruzar bolas altas na área pra ver no que que dá?

  28. José Roberto vá até um poupa-tempo tirar os documentos e procurar seu pai. Sua vida tem que sair desse marasmo de ofender o time dos outros!

  29. Bobinho: a dívida do timão é menor que a do SP, e , proporcionalmente; ao potencial de receitas, muito menor que a do Palmeiras.

  30. Continuo a dar risadas.

    Nem Moscou com todo seu aparato da extinta URSS (agências como o FSB, SVR, MVD) conseguem por as mãos nesses oligarcas.

    O que dirá o pobre GAECO……..

  31. Quem ainda perde tempo lendo esses textos enormes sobre MSI?

    Desde o início, tava na cara que era lavagem de dinheiro…

  32. *****************A RENÚNCIA DE ANDRADE NETO****************

    FUI VENCIDO PELA REAÇÃO E ASSIM DEIXO A PLÊIADE E O BLOG DE PAULINHO.

    NESTES MESES CUMPRI O MEU DEVER.

    TENHO-O CUMPRIDO DIA E NOITE, TRABALHANDO INFATIGAVELMENTE, SEM PREVENÇÕES, NEM RANCORES.

    MAS BALDARAM-SE OS MEUS ESFORÇOS PARA CONDUZIR ESTA PLÊIADE EM BLOG DE PAULO CEZAR.

    DESEJEI UM BRASIL PARA OS BRASILEIROS, AFRONTANDO, NESSE SONHO, A CORRUPÇÃO, A MENTIRA E A COVARDIA QUE SUBORDINAM OS INTERESSES GERAIS AOS APETITES E ÀS AMBIÇÕES DE GRUPOS OU DE INDIVÍDUOS, INCLUSIVE DO EXTERIOR.

    SINTO-ME, PORÉM, ESMAGADO.

    FORÇAS TERRÍVEIS LEVANTAM-SE CONTRA MIM E ME INTRIGAM OU INFAMAM, ATÉ COM A DESCULPA DE COLABORAÇÃO.

    SE PERMANECESSE, NÃO MANTERIA A CONFIANÇA E A TRANQUILIDADE, ORA QUEBRADAS, INDISPENSÁVEIS AO EXERCÍCIO DA MINHA AUTORIDADE.

    CREIO MESMO QUE NÃO MANTERIA A PRÓPRIA PAZ PÚBLICA.

    ENCERRO, ASSIM, COM O PENSAMENTO VOLTADO PARA A NOSSA GENTE, PARA OS ESTUDANTES, PARA OS OPERÁRIOS, PARA A GRANDE FAMÍLIA DO BRASIL, ESTA PÁGINA DA MINHA VIDA E DA VIDA NACIONAL.

    A MIM NÃO FALTA A CORAGEM DA RENÚNCIA.

    SAIO COM UM AGRADECIMENTO E UM APELO.

    O AGRADECIMENTO É AOS COMPANHEIROS QUE COMIGO LUTARAM E ME SUSTENTARAM DENTRO E FORA DO BLOG DO PAULINHO E, DE FORMA ESPECIAL, À PLÊIADE DO BEM, CUJA CONDUTA EXEMPLAR, EM TODOS OS INSTANTES, PROCLAMO NESTA OPORTUNIDADE.

    O APELO É NO SENTIDO DA ORDEM, DO CONGRAÇAMENTO, DO RESPEITO E DA ESTIMA DE CADA UM DOS MEUS PATRÍCIOS, PARA TODOS E DE TODOS PARA CADA UM.

    SOMENTE ASSIM SEREMOS DIGNOS DESTE PAÍS E DO MUNDO.

    SOMENTE ASSIM SEREMOS DIGNOS DE NOSSA HERANÇA E DA NOSSA PREDESTINAÇÃO CRISTÃ.

    RETORNO AGORA AO MEU TRABALHO DE ADVOGADO E PROFESSOR.

    TRABALHAREMOS TODOS.

    HÁ MUITAS FORMAS DE SERVIR NOSSA PÁTRIA.

    SÃO PAULO, 1º DE MARÇO DE 2010.

    ANDRADE NETO, VERITAS VINCIT.

  33. Vi sua entrevista no Provocacoes, e me causa nojo o que esses bandidos travestidos de dirigentes fazem com os clubes brasileiros. Parabens pelo trabalho!

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