Da FOLHA
Trecho da coluna do JUCA KFOURI
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A Câmara dos Deputados restabeleceu a impunidade total dos cartolas. Cabe ao Senado ser cúmplice. Ou não
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A CHAMADA Lei da Moralização do Futebol acaba de ser violentada pelos deputados em Brasília.
Texto de um obscuro parlamentar do Partido da República baiano, da bancada da bola, José Rocha, que recebeu R$ 100 mil da CBF, em 2002, e R$ 50 mil, em 2006, retroage à situação que vigorava até que o presidente Lula, em 2002, sancionasse a lei moralizadora -que foi parida na gestão FHC.
Novamente os cartolas não terão que responder com seu patrimônio pessoal pelo endividamento dos clubes de futebol, como prevê a legislação em vigor, mudança que até os advogados dos clubes com vergonha na cara consideram um retrocesso.
Verdade que outros, sem pudor, defendem a alteração com o cínico argumento de que a lei não pegou.
Como sempre, produziu-se um artigo substitutivo ao atual que é aparentemente rigoroso, mas que, na verdade, não tem efeito prático e retorna aos tempos em que o futebol era uma terra de ninguém.
Resta ao Senado, cuja imagem se confunde com a de José Sarney, impedir que o estupro se consume, esperança fortemente alimentada pela velhinha de Taubaté.