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Palavra do Magrão

O brilho de Marta

Por SÓCRATES

http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=3160

Nosso País é realmente privilegiado em matéria de futebol. Historicamente, sempre tivemos os melhores jogadores do mundo e até hoje eles estão por aí, espalhados por todo o planeta. O que nunca imaginei é um dia aparecer uma jogadora do porte da Marta, meia-esquerda da seleção feminina nacional.

É uma atleta excepcional. Tem todas as qualidades dos gênios desse esporte: excelente visão de jogo, habilidade, talento, dribla muito bem e chuta como poucas. Quem acompanha o futebol feminino pode até apontar a norte-americana Mia, por muitos anos na seleção nacional de seu país e por duas vezes ganhadora do troféu de melhor do mundo, como a maior de todos os tempos. Ou a alemãzinha que abocanhou o prêmio por três vezes, antes que Marta o tomasse nos braços. Eu não penso assim.

Por tudo que Marta pôde nos oferecer nos últimos anos em seu clube e na seleção brasileira, avalio que ela sempre foi a melhor. E isso se torna ainda mais claro quando entendemos que durante muito tempo a nossa equipe possuía um nível inferior ao das principais adversárias, e mesmo assim ela se destacava absurdamente.

Quando chegamos ao mesmo patamar das rivais, tudo ficou claro e a nossa Pelé não deu chance a mais ninguém. Em três vezes consecutivas, foi escolhida como a melhor jogadora do mundo, o que não é para muitos. Ou melhor, é só para ela, incluindo os marmanjos. Pelo menos por enquanto. E é mais que merecido: Marta é uma daquelas jogadoras que nos levam a deixar tudo o que estamos fazendo para acompanhá-la. É um brilho para os olhos e para a sensibilidade dos amantes do futebol.

Torço para que Marta possa se manter durante muitos anos nos campos da vida, para que os garotos de hoje, em vez de idolatrar os pernas-de-pau que inundam os nossos gramados, tenham a possibilidade de se empanturrar do verdadeiro futebol.

Temos de acreditar!

A expressão no rosto dos vencedores da São Silvestre, nos últimos quilômetros da corrida, deu-nos uma perfeita ideia do esforço despendido para obter a vitória. Naqueles momentos, muito mais que capacidade física, descobrimos o efeito da vontade de vencer em nossos desempenhos.

É o grande diferencial em relação aos adversários. Mesmo que, eventualmente, algum deles pudesse ter mais potencial físico, não poderia enfrentar tamanha determinação – palavra muito em voga no vocabulário dos jogadores de futebol, ainda que poucos levem em conta o que ela representa. Se soubessem que sem ela nunca nos é permitido alcançar objetivos às vezes distantes, não a desprezariam tanto.

Há, sem dúvida, muito trabalho nas costas de quem chega ao pico, mas é inegável que as condições emocionais e psicológicas potencializam nossas capacidades. São elas que nos permitem ultrapassar os nossos próprios limites. E isto vale para qualquer atividade.

Quando queremos, quando buscamos, quando lutamos, temos muito mais chance de sucesso. Que estes exemplos possam nos iluminar neste ano que nasce tão cheio de esperança. Fora o comodismo! Viva a determinação por melhores resultados. Eles com certeza virão. É só acreditar.

Planejamento de carreira

Após a definição do caso Bosman pela Corte da Comunidade Européia e a queda do “passe” aqui no Brasil, tornou-se delicada, algo merecedor do cuidado de todos os atletas, a definição do tempo de contrato e eventuais transferências. A estratégia e o planejamento da carreira do atleta passaram a ser de grande valia para todos.

Tomaremos como exemplo a decisão que há alguns anos tomou Roberto Carlos, antigo lateral do Real Madrid e da seleção brasileira, de declinar do convite do Chelsea, da Inglaterra, para defender as suas cores. Isso não deve ter envolvido apenas questões econômicas, mas principalmente a perspectiva daquilo que poderia acontecer nos anos posteriores. Um fato que gera muita insegurança para quem joga na Europa é não possuir passaporte comunitário, estando aí sujeito à legislação de cada país aceitar um determinado número de não-comunitários.

Roberto era um desses. Tentando isolar as outras variáveis, acredito que um atleta como ele possuía, à época, uma chance única de jogar na Inglaterra: caso participasse de mais de 75% dos jogos da seleção do seu país em um único ano. Assim, ele teria a possibilidade de ser contratado por um clube inglês. Como foi o caso de Gilberto Silva e de Kléberson, logo após a Copa da Ásia. Hoje, com a crise econômica instalada nos grandes times do planeta, dificilmente um convite como aquele voltaria a acontecer. E, muito mais dificilmente, seria rejeitado.

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2 comentários sobre “Palavra do Magrão

  1. EÐUARÐO 6-3-3

    Olá, tri-hexacampeões brasileiros.

    Em virtude da larga superioridade do São Paulo FC frente aos demais adversários e, principalmente, em relação aos seus dois co-irmãos invejosos, Palmeiras e Corinthians, gostaria de propor uma “fusão” entre estes dois times nos mesmos moldes daquilo que aconteceu entre o Colorado e o Pinheiros.

    Ali, nascia o atual Paraná Clube de Curitiba (PR).

    Sempre achei Palmeiras e Corinthians parecidíssimos.

    A única coisa que distinguia estes dois times era a cor da camisa, pois de resto sempre foram iguais. Uma espécie de alma gêmea…

    Seguem abaixo alguns exemplos desta cumplicidade, ou coincidência, se assim acharem melhor:

    – Dizem que o Palmeiras é dissidente do Corinthians.

    – Os dois “morrem” de inveja do sucesso do São Paulo.

    – Dizem que o clássico entre eles é o de maior rivalidade. O que concordo plenamente (afinal, a rivalidade do São Paulo é contra times como Boca, Milan, Real Madrid, Barcelona, Liverpool e etc).

    – Devido à falta de competência os dois times acima citados adoram uma parceria: Parmalat, Banco Excel, MSI, Traffic e etc.

    – Os dois clubes adoram “morrer abraçados”.

    – O Palmeiras frequentou a Segunda Divisão por duas vezes na década de 80 (Taça de Prata).

    – O Corinthians frequentou a Segunda Divisão uma vez na década de 80 (Taça de Prata).

    – O Palmeiras frequentou a Segunda Divisão uma vez na década de 2000 (Série B em 2004)

    – O Corinthians frequentou a Segunda Divisão uma vez na década de 2000 (Série B em 2008).

    – O Palmeiras conseguiu ficar “na fila” por 16 anos (de 1977 a 1992) e só saiu graças à ajuda de “terceiros”, como Parmalat.

    – O Corinthians conseguiu ficar “na fila” por 22 anos (de 1955 a 1976) e só saiu graças à ajuda de “terceiros”. Aqui, leia-se: Ruy Rey, em 1977, Márcio Rezende de Freitas, em 1999 e Márcio Rezende, de novo, em 2005 (naquele pênalti escandaloso não marcado no Tinga).

    – O Palmeiras só ganhou uma Libertadores graças a ajuda de “terceiros”, leia-se: Parmalat.

    – O Corinthians não ganhou nenhuma Libertadores. Nem com a ajuda de “terceiros”.

    – O Palmeiras não ganhou nenhum Mundial. Nem com a ajuda de “terceiros”, leia-se: Parmalat.

    – O Corinthians conseguiu ganhar um “1/2 Mundial” graças à ajuda de “terceiros”, leia-se: CBF, bastidores, falcatruas, parceiro, regulamento esdrúxulo, gol irregular, Vasco, Eurico Miranda e mais uns dez itens que me esqueci.

    – A maior goleada da história registrada no antes “clássico” entre São Paulo x Palmeiras foi 6×0 para o São Paulo.

    – A maior goleada da história registrada no antes “clássico” entre São Paulo x Corinthians foi 6×1 para o São Paulo.

    – O Palmeiras possui um pequeno estádio de nome Parque Antártica, que é menor do que o estádio Santa Cruz ,do Botafogo de Ribeirão Preto, só para citar um exemplo.

    – O Corinthians possuiu um pequeno estádio de nome Parque São Jorge, que é menor do que o estádio do Juventus, na Rua Javari.

    – Quando precisam contratar algum jogador, Palmeiras e Corinthians preferem aguardar o interesse do São Paulo, para depois tentar a contratação do atleta, economizando “olheiros” e gente capacitada para isso.

    – Os dois clubes já tentaram algumas vezes copiar o “modelo” São Paulo FC, sem sucesso algum.

    – Como os torcedores destes dois times não possuem qualquer argumento para discutir futebol com os são-paulinos, sempre saem pela tangente nos chamando de “bambis”, comportando-se como crianças na época do “Primário Escolar”.

    Pois é. Independentemente de ser coincidência ou não, a semelhança entre estes dois times chega a ser brutal! E por este motivo, gostaria de sugerir aos seus respectivos dirigentes e torcedores esta “fusão” para torná-los mais fortes e competitivos.

    Claro que mesmo assim a superioridade do São Paulo, principalmente em nível internacional, continuaria gigantesca, mas com certeza poderíamos ter um pouco mais de equilíbrio em nível estadual e nacional.

    Quanto ao nome deste novo clube, sem pretensão alguma, mas já aproveitando a “deixa”, acho que não seria difícil, pois bastaria juntar as três primeiras letras de um time com a do outro. “Palcor” ou “Corpal”, por exemplo.

    Talvez provocasse certa briga ou discussão por parte de seus dirigentes e torcedores, para escolherem de qual time viriam as três primeiras letras do novo nome. Mas, novamente sem pretensão alguma e aproveitando a “deixa”, acredito que este problema seria facilmente contornado através de um sorteio.

    O único problema é que este “sorteio” não poderia ser feito através de uma “moeda” no famoso “cara ou coroa”, pois, certamente, ela cairia em pé, como sempre tem caído ao longo dos anos (se alguém não souber o que significa o termo “a moeda caiu em pé”, perguntem aos são-paulinos, que eles responderão).

    Novamente sem pretensão alguma, gostaria de aproveitar mais esta “deixa”, para resolver mais esta questão. Bastaria um simples par ou ímpar, palitinhos, etc… Isso não seria um problema!

    Finalmente palmeirenses e corintianos poderiam vangloriar-se de também serem “tricolores”, pois com esta “junção”, a cor da camisa de seu novo clube, automaticamente seria: preta, verde e branca.

    Espero que tenha contribuído para a melhora de nossos co-irmãos e para que, finalmente, tenhamos um pouco mais de equilíbrio nos campeonatos estaduais e nacionais.

    Este é o desejo de nós, são-paulinos, para os nossos co-irmãos neste ano de 2009. Caso os outros clubes brasileiros queiram aderir a esta idéia, seguem abaixo, novas propostas de fusões:

    – Flamengo e Fluminense (Flaflu ou Flufla)
    – Vasco e Botafogo (Vasfogo ou Botasco)
    – Cruzeiro e Atlético (Crutlético ou Atlecru)
    – Grêmio e Internacional (Grenal ou Intermio)
    – Santos e Portuguesa Santista (Sampor ou Porsan)
    – Atlético PR e Coritiba (Atletiba ou Coxapatético)

    Saudações hexa-tricolores!!!

  2. Luís Carlos

    Acho que passaporte comunitário não é problema para jogador nenhum na Europa. É só arrumar um casamento arranjado, como quase todos os jogadores fazem. E, depois de abdicarem de sua nacionalidade original, ainda podem continuar jogando na seleção do país que foi preteriram por questões mesquinhas.

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