O reino do Imperador em ruinas.
Adriano surgiu para o futebol no Flamengo.
Ainda menino zarpou para a Europa.
Encorpado, dono de chute potente e boa presença ofensiva, logo foi apelidado de “Imperador”.
Seu jeito imponente dentro da área, definidor implacável o levaram a Seleção Brasileira.
Contra a Argentina, em uma final de Copa America, fez o jogo da sua vida.
O Imperador estava no auge, e como sempre acontece nesses momentos, a tentação apareceu.
E o jovem Adriano fraquejou.
Sucumbiu ao mundo da noite, com suas baladas, mulheres, bebidas e outras coisas mais.
Foi se destruindo lentamente, ao lado de falsos amigos e mulheres vazias.
O futebol deixou de aparecer.
Seu rendimento como atleta acompanhava seu declínio como homem.
Por dois anos consecutivos, o atleta que já havia sido chamado de “imperador” foi considerado o pior da Europa.
Suas portas estavam fechadas.
Adriano esta doente.
É viciado.
O São Paulo lhe estendeu a mão.
Talvez a sua ultima chance de recuperação para o futebol.
Parecia que ele havia encontrado o caminho.
Mas o mundo das baladas e falsos amigos o encontraram novamente.
E as confusões e burradas voltaram a acontecer.
O São Paulo tenta abafar, na esperança de que ainda exista solução para o seu caso.
Adriano precisa querer se ajudar.
Tem que se tratar.
Mudar a rotina.
Alguém tem que lhe dizer que está doente.
Chega dos falsos tapinhas nas costas.
É a hora de ajudá-lo.
E de ele se ajudar.
O reino do Imperador está em ruínas.
Algo precisa ser feito.
Antes que Adriano se torne um ex-jogador ainda em 2008.
