Dias piores virão
Do blog do Birner
Por Paulinho e Vitor Birner
Dias piores virão
Os conselheiros do Corinthians elegeram Andrés Sanches presidente.
Dos 347 que foram ao pleito, 175 votaram nele, Paulo Garcia recebeu 158, e Osmar Stábile apenas 14.
Antes da votação o clima era de cordialidade.
A fidalguia forçada no final não passava de pura formalidade de políticos.
As entrevistas abaixo aconteceram antes do pleito.
Waldemar Pires
Waldemar Pires candidato a vice-presidente de Paulo Garcia:
Perguntei o porquê de sua preferência: “Paulo Garcia se mostrou muito transparente em todo o processo do consenso, o que não aconteceu com Andrés”
A respeito da tentativa de unir o clube numa chapa única, por incrível que possa parecer, proposta pelo novo presidente: “Estou decepcionado com Andrés Sanches, ele faltou duas vezes com a palavra comigo, prometeu e não cumpriu.”
Osmar Stábile
Não pretendia ser presidente.
Apoiado por Edgard Soares e Flavio Adauto a chance de ser eleito era a mesma do Corinthians ser campeão brasileiro em 2007.
Queria uma vice-presidência importante na chapa de qualquer um dos candidatos.
Como reza a cartilha da política brasileira importante é o cargo e não as idéias.
Mesmo assim pagou para duas lindas garotas fazerem “boca de urna” na entrada do local de votação.
Perguntei qual seria a sua primeira providencia ao conseguir o milagre: “A primeira atitude que vou tomar é a de conhecer as dividas e receitas do clube para depois começar o trabalho”
“Quero também “murar” o novo CT”
O que você acha das prioridades de Osmar Stábile ?
Andrés Sanches
Andrés Sanches chegou acompanhado de Mario Gobbi, passou ao meu lado e não me cumprimentou.
Bastou a primeira câmera de televisão ser ligada para que me desse um gentil “boa noite”.
Falou que a eleição estava equilibrada e desejava paz em toda a noite.
Sua promessa mais consistente foi arregaçar as mangas e trabalhar pelo clube.
