O Caso Passarela
O Corinthians terá uma acirrada disputa, nessa segunda-feira, em Buenos Aires.
E não se trata de um clássico contra os poderosos Boca Juniors ou River Plate.
Será uma disputa judicial das mais importantes para o clube, e o adversário será o seu ex-treinador Daniel Passarela.
Para quem não se lembra, com a demissão de Tite, Passarela foi o treinador que o mafioso Kia trouxe para o Corinthians, na época em que o diretor de futebol do clube era Andrés Sanches.
Após péssima campanha, o treinador deixou o clube.
E ao deixar o Corinthians, Passarela entrou com uma ação na justiça argentina com a alegação de que foi demitido pelo ex-vice de futebol Andrés Sanches, antes do termino de seu contrato, e que teria direito a valores em dinheiro pré-determinados pelo final unilateral do acordo.
Essa é a linha que os advogados de defesa do treinador estão adotando no caso.
Passarela cita varias vezes no processo que sempre negociou com Andrés, tanto em sua entrada no clube quanto em sua demissão.
Argumenta que sua saida foi decisão tomada pelo amigo de Kia.
O Corinthians, em contra partida, utiliza em sua defesa, o argumento de que Passarela não foi demitido, mas remanejado de cargo.
Que o treinador teria deixado o clube por iniciativa própria, caracterizando insubordinação e abandono de emprego.
Nota-se que pelas linhas de defesa apresentadas por ambas as partes, uma testemunha é essencial no julgamento, Andrés Sanches.
Os advogados do Corinthians alegam que com a presença e o testemunho de Andrés as chances de vitoria do clube em Buenos Aires ultrapassariam o percentual de 80%, portanto o ex-vice de futebol seria um fator chave em todo o processo.
Sabendo disso, a diretoria do clube o procurou, 15 dias atrás, e acertou a sua presença e testemunho para o julgamento de Buenos Aires.
Andrés confirmou a presença e disse que poderiam contar com ele, que seu interesse seria sempre o de ajudar o clube.
As coisas não são bem desse jeito.
Após o Corinthians já ter deixado tudo acertado com seus advogados, registrado o nome de Andrés como testemunha, comprado as passagens para todos, feito as reservas de hotel necessárias, tudo mudou.
No dia de ontem, sexta-feira, por volta das 18h00min, de maneira covarde, quase que em cima da hora do julgamento, Andrés Sanches avisa ao clube que não vai mais testemunhar.
Com a esfarrapada desculpa de ter que resolver problemas particulares (lembrem-se que tudo foi acertado com 15 dias de antecedência), Andrés mais uma vez pratica um ato de traição com o clube que ele diz tanto defender.
Sabedor que era da importância de seu depoimento tudo leva a crer que sua intenção é prejudicar os diretores que lá estão por pura motivação política.
Andrés nunca pensa no bem do clube, somente em como pode se beneficiar com ele.
Alguns diretores que ouvi a respeito desse assunto desconfiam que Andrés poderia estar agindo sob orientação do mafioso Kia.
Qual seria a motivação de Andrés para mais esse desserviço ao Corinthians ?
Seria uma represália as investigações sobre o esporte amador ?
Estaria seguindo orientações do amigo mafioso ?
Mais uma vez, vai ter que se explicar.
