Au, au, au , por Soninha
Por Soninha
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Au, au, au
Por coincidências, dois conhecidos meus encontraram Edmundo por aí.
Um amigo foi vizinho de assento dele na Ponte Aérea. “Nossa, como ele é bacana! Uma figura, muito, muito interessante. A gente veio num papo tão bom que acabou dividindo um táxi”.
Edmundo disse, sem ter nenhum motivo para mentir, que Caio Jr. é bacana, e “dá um treino muito bom”.
Outro amigo o viu jantando no domingo – dia de mau humor… – em uma pizzaria da Vila Madá, com uma mulher. Ficou inibido de pedir autógrafo, mas queria levar um para o filho palmeirense. Uma amiga quebrou o galho e foi lá importuná-lo. “Puxa, o cara lá na boa, a gente foi chatear, e ele escreveu um recado tão carinhoso, precisa ver”.
É uma figura, esse Edmundo. Personalidade talhada a golpes doloridos de formão. É horrível o sofrimento de fazer sofrer. (Tenho pavor de pensar na possibilidade de matar alguém. Sem querer). Edmundo já foi vítima e algoz. Não deixou de ser cabeça-quente, mas hoje percebe logo que fez bobagem e não fica culpando mais ninguém por um erro seu. (Ou não por muito tempo…)
Querer o que mais de uma criatura que tenta ser melhor do que era antes?

