Telê inesquecível
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Por Vitor Birner
Telê Santana, o maior de todos.
Somos mortais. Ao pé da letra, mortal é o ser suscetível à morte. Quem já perdeu alguém muito querido, contudo, sabe que ficam a saudade, as boas lembranças, os momentos marcantes, exemplos e lições. A sábia e implacável natureza leva apenas o que é dela. A alma, energia, essência, espírito, escolha a palavra que preferir, segue outro caminho. Faz um ano que Telê Santana deixou este planeta. O futebol, uma década atrás, perdeu o homem que mais valores agregou fora de campo. A natureza assim impôs. Que ninguém tente compará-lo aos que estão no mercado. Havia algo especial no Fio de Esperança. Algo que, ao término do jogo ou do campeonato, mudava o sabor das vitórias e principalmente, das derrotas. Algo capaz de fazer o país discutir se é melhor perder do jeito Telê do que ganhar doutra maneira. Os times do mestre brilhavam. Não era por acaso. O estrategista soberbo foi atrapalhado pelo idealista em algumas circunstâncias. Noutras, o idealista foi colocado de lado pela tática vitoriosa. Nunca faltou brilho! Como qualquer humano, algumas vezes foi traído pelo azar, tal qual em 1982. Noutras, como em 1993, agraciado com a sorte. Não o compare aos que estão por aí. Telê ensinava a chutar, passar, marcar, respeitar…O único que merece ser chamado de professor. Abaixo, uma lembrança sobre o maior de todos os treinadores, o que melhor compreendeu o que é o futebol.
