O cinismo da carta de André Negão ao Presidente do Corinthians

Conhecido, entre diversas polêmicas, também pelo bom humor, André Negão, que abriu mão da candidatura à presidência do Corinthians para apoiar Sérgio Janikian — embora, por estratégia política, não assuma publicamente —, publicou carta aberta ao presidente Osmar Stabile sugerindo nomes para ajudar o departamento de futebol a evitar o rebaixamento no Brasileirão.
Não dá para levar a sério.
Citou: Andrés Sanchez, Mário Gobbi, Roberto de Andrade, Duílio “do Bingo” Monteiro Alves, Nei Nujud, Henrique Alves, Flávio Adauto, Paulo Garcia e Roque Citadini.
Sanchez está expulso do clube.
Duílio, acovardado, retirou-se antes de ter o mesmo destino.
Roberto de Andrade, após ser acusado pelos próprios sócios de roubar a Nova Veículos — e responder a processo por isso —, sumiu do Parque São Jorge.
Paulo Garcia é um dos responsáveis pela desgraça, neste momento orientando Osmar Stabile a levar o Corinthians ao mesmo quadro financeiro da complicada Kalunga — investigada por suspeitas de corrupção ativa de fiscais — e a reproduzir o comportamento da Xsports, que atrasou os salários de seus funcionários.
O arquiteto do caos.
Roque Citadini, que há mais de 20 anos não ocupa cargos no clube, recusa-se, desde então, a participar das gestões que levaram o Alvinegro ao quadro pré-falimentar atual.
Não entraria nesta barca furada.
Faltou Negão citar Rubão, mas aí a piada seria de baixo calão.
O cinismo é tamanho que omitiu o fato de a Renovação e Transparência fazer parte da gestão Stabile, de ter apoiado sua eleição e reeleição, abandonando o barco somente quando a luta pela própria sobrevivência se tornou a única alternativa.


