Denúncia aponta assédio moral, perseguição a funcionários e possível vazamento de dados no Fiel Torcedor

Denúncia encaminhada à Ouvidoria do Fiel Torcedor apresenta acusações contra integrantes da administração do programa Fiel Torcedor, envolvendo supostos episódios de assédio moral, perseguição a funcionários, retaliações e possível utilização indevida de dados pessoais de associados.
Segundo o denunciante, que terá a identidade preservada, a gerente Gabriela Rosa Torres Nunes seria alvo de reclamações de funcionários por práticas consideradas abusivas no ambiente de trabalho.
Os episódios teriam sido comunicados ao departamento de Recursos Humanos, mas não resultaram, segundo o relato, em providências efetivas.
O documento atribui a suposta falta de consequências à proteção que Gabriela receberia de Ricardo Okabe, dirigente ligado à administração do clube.
Mais grave: seis funcionários que teriam apresentado reclamações contra a gerente acabaram demitidos, todos, segundo a denúncia, sob a mesma justificativa.
A coincidência levanta suspeitas de possíveis retaliações e questionamentos sobre os critérios utilizados nos desligamentos.
Outro episódio envolve o ex-gestor Lucio Blanco.
De acordo com o documento, Gabriela teria apresentado uma acusação de assédio moral contra ele, posteriormente arquivada por insuficiência de provas.
Apesar disso, Lucio acabou desligado da instituição.
O denunciante questiona a decisão da presidência de dispensar o gestor e manter Gabriela, além de entregar responsabilidades administrativas a Ricardo Okabe.
A supervisora Taisa Nascimento também é mencionada.
Ela é acusada de contribuir para um ambiente profissional hostil, além de supostamente deixar de intervir diante de irregularidades das quais teria conhecimento.
Uma das situações descritas chama particularmente a atenção.
Segundo o relato, uma funcionária responsável pelo atendimento aos clientes das cadeiras corporativas teria utilizado dados pessoais de um associado para solicitar à operadora de telefonia o cancelamento de sua linha, sem autorização.
A motivação seria o comportamento do cliente, considerado excessivamente exigente por apresentar frequentes questionamentos durante os atendimentos.
O episódio teria sido comunicado a Taisa, que, conforme a denúncia, não adotou providências.
Há ainda uma acusação potencialmente mais abrangente.
Gabriela Rosa Torres Nunes estaria, segundo o denunciante, compartilhando informações pessoais de associados do Fiel Torcedor com terceiros, sem autorização conhecida ou finalidade esclarecida.
Se confirmada a inexistência de base legal para esse compartilhamento, a prática poderá configurar violação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), expondo o Corinthians a consequências administrativas e judiciais.
O documento solicita investigação independente, preservação de mensagens, e-mails e registros internos, além de esclarecimentos sobre as demissões e eventual responsabilização dos envolvidos.
O denunciante afirma que a Ouvidoria do Corinthians não teria sequer respondido à manifestação.
Urge esclarecer não apenas a conduta dos funcionários citados, mas também o que foi feito após o recebimento das reclamações.

