O Rio é um problema do Brasil

Por ROQUE CITADINI

A eleição do Rio de Janeiro representa um passo à frente na escalada que está levando o estado ao pior dos mundos.

A atividade permanente de grupos como milícias, traficantes, CV e outros engoliu o estado e suas instituições.

Praticamente todos os últimos governos terminaram demonstrando que o crime tomou conta do estado.

Governadores — todos presos —, deputados, vereadores e administradores de todas as esferas estão envolvidos em atividades à margem da lei.

O Rio não reage, e uma crise de comprometimento com a criminalidade é sempre seguida de outra pior.

Esta última — ainda neste ano — atingiu todas as áreas.

O mais grave é que o processo eleitoral nada regenerou.

O governo que vem será igual ou pior do que os últimos.

O processo de entrega do Rio ao crime vem de anos, e podemos dizer que o país, quando mudou sua capital para Brasília, esqueceu que abria um vácuo enorme para todo tipo de aventura.

O Rio empobreceu na política, na economia e na cultura.

A esquerda e a direita sumiram; as grandes vozes do país desapareceram.

Não temos mais Lacerdas ou Brizolas e outros milhares de políticos que eram referência para o país.

Os grandes bancos sumiram, e a atividade econômica legal virou secundária.

Até no campo da música, do teatro e das artes ficou menor.

O Rio é hoje o maior estado evangélico do país, onde as milícias plantaram suas ações, seus negócios e criaram suas lideranças.

No meio desta destruição geral da “capital cultural, econômica e política” do país, nada sobrou.

Mesmo com a maior rede de TV por lá.

Não há nenhuma surpresa que o bolsonarismo tenha sido gerado por lá é de lá tenha saído seus mais importantes quadros.

O Rio de Janeiro vive seu pior momento, e nada indica que vá mudar.

Facebook Comments

Posts Similares

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.