Coluna do Fiori

“A inveja é uma doença que provém, certamente, da incapacidade de fazer, ter ou ser o que o outro é”

Pensamento de: Edna Frigato

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10ª Rodada da Série A do Brasileirão 2026 – Sábado 04/04

São Paulo 4 x 1 Cruzeiro

Árbitro: Rodrigo Jose Pereira de Lima (FIFA-PE)

VAR

Rafael Traci (SC)

Item Técnico

Em cima do fato, sem titubear, árbitro acertou apontando o borrão da cal, sinalizado no centro da área grande da equipe mineira, no exato instante em que Arthur, atacante são paulino camisa 37, tendo domínio da bola, estava no meio de dois oponentes, e foi derrubado.

Penalidade

Batida por Calleri, camisa 09, findada no fundo da rede, abrindo o placar.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para Tricolores Paulista, dentre estes, Wendell, camisa 18, que, próximo ao assistente 02: Francisco Chaves Bezerra Junior (PE) fez uso da lateral esquerda de seu corpo, para do tórax e empurrar um oponente

Destaco

De imediato assoprador querendo aparecer, lhe deu cartão vermelho; alertado pelo VAR; caminhou até o monitor, reviu o fato, voltando ao campo reconhecendo o exagero perpetrado, trocou o vermelho pelo amarelo.

Vasco 1 x 2 Botafogo

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (RJ)

VAR

Rodrigo D Alonso Ferreira n(FIFA-SC)

Item Técnico

Quando de um ataque da equipe visitante, com grande oportunidade de mandar a redonda pro fundo da rede, apesar de ter cumprido sua obrigação de marcar a falta cometida pelo vascaíno Alan Saldivia, camisa 04 no oponente Matheus Martins, camisa 11, Wagner do Nascimento Magalhães, se acovardou por não lhe ter dado o cartão vermelho.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 03 para integrantes da equipe Cruz de Malta, incluso assistente técnico Alexandre Pereira Mendes – 04 para integrantes da equipe Estrela Solitária

Domingo 05/04 – Flamengo 3 x 1 Santos

Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-RS)

VAR

Frederico Soares Vilarinho (MG)

Item Técnico

1º – No décimo minuto da segunda etapa, com placar apontando 0x1, na sequência de bate e rebate, flamenguista Léo Ortiz, camisa 03, saindo da posição de impedimento, tocou a redonda pro fundo da rede

Perfeita

E imediata a interpretação de Anderson Daronco, apontou a posição irregular do defensor flamenguista

2º – No décimo nono minuto, flamengo empatou com gol legal do atacante Pedro, camisa 09

3º – Próximo do 22º minuto, sem margem para dúvida, Anderson Daronco apontou a marca da cal em favor da equipe rubro-negra, no momento em que o santista Barreal, camisa 22, empurrou o costado do oponente Arrascaeta, camisa 10

Falta Penal

Batida por Jorginho, camisa 2, findada no fundo da rede, materializando o segundo gol de sua equipe

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para Alvinegros Praiano

Vermelho Direto: para Avlamir Dirceo Stival, Assistente Técnico da equipe santista

Corinthians 0 x 1 Internacional

Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG)

VAR

Paulo Renato Moreira da Silva Coelho (RJ)

Item Técnico

Trabalho normal do árbitro e assistentes

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para Alvinegros – 04 para integrantes da equipe Mineira

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Coluna em Vídeo

Por conta de problemas na agenda do Paulinho – que edita o programa – a versão em vídeo da Coluna não será publicada esta semana, retornando o mais brevemente possível.

Desde já pedimos desculpas

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Política

Algumas lições da guerra

Em todos os lugares em que os norte-americanos vão buscar a democracia, acabam encontrando o petróleo

A guerra ainda não acabou, mas já nos deu um farto material de reflexão para além do simples ajuste do preço do diesel e do querosene de aviação. A primeira conclusão estratégica é óbvia e bastante velha: é preciso realizar logo a transição energética e liberar o País da dependência de petróleo. Primeiro foi a Venezuela, agora o Irã. Em todos os lugares em que os norte-americanos vão buscar a democracia, acabam encontrando o petróleo.

Essa guerra no Irã tem se caracterizado por ataques à infraestrutura energética. O fechamento do Estreito de Ormuz era uma das consequências previsíveis, mas os EUA não a consideraram. Trump deu uma pista da indiferença americana, afirmando que os EUA tinham muito petróleo. Na visão dele, se os europeus não tivessem coragem de abrir o estreito, poderiam comprar óleo nos EUA, que o tem em abundância.

Outra lição importante deve estar sendo aprendida pelos países do Golfo que confiaram na segurança de seu grande aliado. Os EUA não só fizeram uma guerra por escolha na região como não foram capazes nem de defender suas bases, quanto mais portos e refinarias.

O fôlego da resistência iraniana nos faz pensar um pouco no que se transformou a guerra moderna. Costumamos imaginá-las com aviões e navios, mas desde a Ucrânia que os drones ocupam um lugar de destaque. Mísseis e drones parecem ser a base de uma defesa eficaz.

O Brasil já pode construir aviões supersônicos, depois de comprar os caças Gripen da Suécia. O compromisso de transferência de tecnologia funcionou. Dilma acertou. No entanto, de lá para cá, algo mais simples, aparentemente, aparece como uma grande arma. Certamente os especialistas em segurança brasileiros devem ter se dado conta disso, e, em breve, estaremos fabricando drones brasileiros em quantidade industrial. Na minha concepção de leigo, deveríamos avançar nesse campo, aprendendo ao máximo com os ucranianos forçados a desenvolver modelos cada vez mais eficazes.

No campo dos mísseis, o Brasil já produz os seus. O famoso Matador e outros, que colocam o País num grupo de nações que detêm o ciclo completo da tecnologia de mísseis. Pelo que se vê no Irã, não se trata apenas de ter mísseis, mas tê-los em grande quantidade. O Irã se preparou 40 anos para uma guerra. O Brasil é um país democrático e pacífico. Talvez não precise de tanta rigidez em seus planos. Mas algumas ideias que estamos vendo no terreno poderiam ser examinadas aqui.

Uma delas é a cadeia de comando com alternativas bem definidas, de forma que a morte de um líder seja imediatamente substituída por outro. Outra questão importante: a descentralização. O Irã é cinco vezes menor do que o Brasil. Teve algum sucesso descentralizando suas forças. Num país de 8 milhões de quilômetros quadrados, a descentralização é um desafio ainda maior, considerando áreas pouco habitadas como a Amazônia.

Não imaginei que estivesse de refletir sobre esses temas. O mundo mudou muito nessa segunda década do século. Falar de guerra não é um devaneio vicioso. A lei do mais forte subitamente subiu ao topo da agenda com a visão de Trump e com a invasão da Ucrânia pelos russos. Fala-se hoje de acabar com uma civilização com muita naturalidade. O bombardeio de infraestrutura civil é um crime de guerra, mas não constrange ninguém. Não só as infraestruturas civis, mas os próprios civis foram bombardeados em Gaza.

As alianças estão se desfazendo, a começar por aquela que marcou o pós-guerra: a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O que era trabalho comum está se desfazendo na cumplicidade de Trump com a Rússia na Ucrânia, no desejo manifesto de ocupar a Groenlândia. Mesmo na América Latina é difícil hoje uma ampla posição de independência. Grande parte dos governos se rendeu ao fascínio poderoso de Trump.

O Irã se preparou anos para o pior, pois o tipo de governo ditatorial não espera outra coisa, além da guerra. Não é o caso do Brasil, que sempre vai trabalhar com o diálogo e soluções políticas para os conflitos.

Mas no mundo atual, como diz o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, quem não senta na mesa está no menu, o perigo de ser engolido é muito grande. O que diriam as novas gerações se deixássemos de notar os sinais?

Não há nenhuma urgência, nenhum pânico. Apenas uma tendência que não pode ser ignorada, inclusive, no ano eleitoral. Não temos inimigos, mas o excesso de confiança em Trump pode levar ao desastre. Os países do Golfo não foram protegidos, ao contrário, Trump levou a guerra para lá. E os que dependem do Estreito de Ormuz ouviram isso: se virem, temos petróleo de sobra. Uma versão rude do slogan América First.

Um homem que acorda disposto a acabar com uma civilização que existe há mais de 2.500 anos, como diz a música popular, é ruim da cabeça e provavelmente doente do pé.

Autor: Fernando Gabeira. Tema publicado no Estadão do dia 10/04/2026 às 03h00

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Chega da desavergonhada corrupção praticada por presidentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados federais, estaduais, vereadores, membros do judiciário, ministério público, funcionários públicos de todas as escalas, incluso militares; e nos bastidores do futebol brasileiro.

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Finalizando

“O drone é a maior invenção da guerra depois da bala”

Menção atribuída a “Darwin”, um operador de drones ucraniano

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Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP: 11/04/2026

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