Santos, Corinthians, PCC e a Máfia Italiana

O STJ negou habeas corpus a Willian Barile Agati, apontado pela investigação como liderança de uma organização criminosa transnacional voltada ao tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e articulação financeira ligada ao PCC e à máfia italiana ‘Ndrangheta.

Gente da melhor qualidade.

A prisão preventiva foi mantida sob o entendimento de que há elementos concretos de contemporaneidade delitiva, periculosidade e risco à ordem pública, destacando movimentações suspeitas que teriam se estendido até o fim de 2024, inclusive com uso de empresas, imóveis, criptomoedas, contas no exterior e negociação de bens de alto valor.

Chamou atenção, no material apreendido pela investigação, uma citação ao Santos Futebol Clube.

Segundo a decisão, foi encontrado acordo entre o Santos e Willian Barile Agati, assinado por Modesto Roma Júnior, relativo à cessão do direito de uso e exploração comercial dos direitos de imagem do atleta Diogo Vitor da Cruz, pelo qual o clube se comprometeria a pagar R$ 1.407.158,52, em 12 parcelas de R$ 117.263,21, tendo Agati como intermediário.

Após deixar o Peixe, em 6 de novembro de 2020, Diogo Vitor foi contratado para a equipe B do Corinthians, chegando a atuar por alguns momentos na equipe principal.

O presidente era Andrés Sanchez (licenciou-se do cargo quatro dias depois — quando assumiu Alexandre Husni), em transição com Duílio “do Bingo” Monteiro Alves.

Quem mandava na base, ainda quem sem cargo, era o notório bicheiro Jaça.

A menção aparece no contexto do rastreamento patrimonial e financeiro do investigado, ao lado de documentos sobre imóveis, planilhas de gastos e operações empresariais apontadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal como parte da engrenagem de ocultação e dissimulação de valores supostamente oriundos do crime organizado.

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