Presidente do Corinthians briga com torcedor a quem teria tentado aliciar para falso testemunho

Durante a semana, Romeu Tuma Junior, em meio à guerra política vigente no Parque São Jorge, denunciou Osmar Stabile por tentar, através do diretor William Tapara, vulgo “Índio” — ligado ao grupo “Renovação e Transparência” —, aliciar o torcedor Osni Fernando Luis, conhecido como “Cicatriz”, para prestar falso testemunho.
É o mesmo do famoso caso da “cabeça de porco”.
Em síntese, Cicatriz teria de acusar Tuma de agressão — no contexto de um vídeo provocativo entre eles que viralizou na internet — e afirmar que escutou o conselheiro ameaçando “foder” com Stabile.
Na peça, foi anexado um áudio de conversa em que, sob o testemunho de uma conselheira, o torcedor relata ao presidente do Conselho a tentativa de coação.
Grave — coisa de máfia.
Se comprovada, a acusação pode gerar consequências criminais graves.
Anteontem, Osmar Stabile perdeu o controle.
Abordado no Parque São Jorge por Cicatriz — no mesmo estilo que o caracteriza, com câmera na mão —, o dirigente partiu com aparente intenção de agredir o torcedor.
Na sequência, dirigiu-se à Secretaria do Corinthians e determinou a proibição de entrada do ex-aliado no Parque São Jorge.
A reação violenta chama a atenção sob diversos aspectos.
Primeiro, porque a postura invasiva de Cicatriz em abordagens dentro da sede alvinegra — agora direcionada a Stabile — era, quando voltada contra adversários do presidente, comemorada, compartilhada e incentivada, a ponto de o torcedor ter acesso livre a setores do clube vedados até mesmo a alguns jornalistas.
Depois, pelo evidente acerto de contas entre possível aliciador e sua vítima, que, até recentemente, circulavam juntos por áreas restritas da sede alvinegra.
