Recusa de Renato evidencia o tamanho do problema do Vasco da Gama

O Vasco da Gama está sem rumo, perdido, sem compreender o significado de sua história e a necessidade de reconstruir-se como o clube grande que sempre foi.
Somente o desespero justificaria a contratação de Fernando Diniz, que fracassou em quase todos os clubes que treinou — e insiste em um sistema de jogo que nem na Seleção Brasileira de Futebol, onde poderia escolher os jogadores que quisesse, foi capaz de implementar.
Pior ainda é o convite ao folclórico Renato Gaúcho, um “coach” travestido de treinador, para substituí-lo.
Por sorte, apesar do vexame, a investida foi recusada.
Circula em São Januário a possibilidade de contratação — ao menos a tentativa — do técnico Rafael Guanaes, que realizou grande trabalho no Mirassol.
Seria, em tese, o caminho mais adequado.
Guanaes foi capaz de fazer um clube de jogadores, se tanto, medianos, atuar de maneira organizada, moderna e sem temer adversários — seja em casa ou fora.
Não exigirá uma fortuna e tratará o Vasco como a oportunidade de sua vida.
É um treinador atualizado, com fama de trabalhador — reputação que, por exemplo, não é a mesma atribuída a Renato Gaúcho.
O Vasco precisa respeitar a própria história, compreender seu tamanho atual e trabalhar para, humildemente, retomar o caminho do qual foi desviado, em passado recente, sob a tutela de tantos incapazes.
