Possível final no Canindé é o retrato de um São Paulo menor

O São Paulo, após negociar a utilização do Brinco de Ouro, em Campinas, como possível sede de seu mando de campo em uma final de Paulistinha — já que o Morumbi está impossibilitado — decidiu-se pela utilização do Canindé.

Não poderia haver retrato mais adequado de apequenamento.

Estão disponíveis na capital duas arenas compatíveis com o tamanho do clube: a do Palmeiras e a do Corinthians.

Ambas aptas a receber grande público.

Somente o amadorismo, que trata a rivalidade esportiva como guerra, impede a solução evidentemente mais adequada.

Em passado recente, Corinthians e Palmeiras mandaram decisões importantes — inclusive quando o adversário era o próprio São Paulo — no estádio tricolor, por entenderem ser o palco mais condizente com a grandeza do evento, ainda que com o Pacaembu disponível.

Os atuais dirigentes de um clube que foi três vezes campeão do mundo pensam pequeno e preferem, além de perder dinheiro, submeter o torcedor às dependências de um estádio que cai aos pedaços e que, em breve, será demolido.

Triste realidade, que diz muito sobre a atual situação do clube.

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