A presidente do Palmeiras na CPI do INSS

Leila Pereira, após longo período de notícias desabonadoras, enfim foi convocada a prestar esclarecimentos na CPI do INSS.
Por enquanto, na condição de testemunha.
O que, para ela, pode ser pior.
Se investigada, Leila poderia socorrer-se do direito ao silêncio, não precisando responder a assuntos espinhosos, como, por exemplo, as acusações de que exploraria, ilegalmente, o desespero de aposentados.
Na condição de testemunha, talvez até de seus próprios malfeitos, é obrigada a dizer a verdade.
Se mentir, cometerá crime de falso testemunho.
Convenhamos: se isso ocorrer, não será difícil verificar a veracidade dos fatos narrados pela cartola.
Situação delicada para a imagem do Palmeiras que, não bastassem as recentes notícias sobre um conselheiro do clube — bancado politicamente por Leila — ligado ao PCC, inevitavelmente será lembrado quando sua presidente for sabatinada como alguém que poderia deter informações sobre os atos ilícitos apurados pela comissão.
