MP-SP e DRADE acumpliciam-se a proposta indecente das ‘organizadas’

As ‘organizadas’ de São Paulo, há tempos causadoras de conflitos dentro e fora dos estádios, posam de ‘santas’ e ‘unidas’, requerendo agora o retorno dos jogos com torcidas dos dois times na Capital (em clássicos) — o que seria correto —, desde que os torcedores presentes, num primeiro momento, sejam membros de suas facções.

Trata-se de proposta pra lá de indecente.

Não deve haver reserva de mercado no futebol.

Muito menos divisão de torcidas — que é o que desejam os marginais para continuarem a se comportar como ‘guerreiros’.

Os ingressos devem estar disponíveis a todos, sejam torcedores das equipes em ação ou mesmo os que sequer torcem para os clubes, mas gostam de assistir a uma boa partida de futebol.

Ao adquiri-los, os compradores devem poder escolher onde se sentar e, quiçá, ao lado do amigo que prefira o rival.

Civilização — é disso que se trata.

A cultura das ‘organizadas’ deve se adequar à da maioria, não o contrário, principalmente quando o proposto continua sendo a barbárie.

MP-SP e DRADE, que parecem acumpliciar-se à lamentável proposta, ao seguirem reunindo-se com os idealizadores — tratados com grande fidalguia —, deveriam fazer cumprir a lei, não distorcê-la em favor dos interesses de uma minoria.

E, sim, a maioria dos torcedores não é membro dessas facções.

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