O vexame do Santos

Em mais um capítulo vergonhoso de sua história, o Santos foi eliminado do Paulistinha pelo Novorizontino, dando adeus ao fraco torneio ainda nas quartas de final, após ter permanecido, por algum tempo, na zona de rebaixamento.
A questão nem é o nível do adversário, que é razoável e, apesar de disputar a Série B nacional, quase subiu de divisão nos últimos três anos.
O problema é de gestão.
Apesar de possuir equipe medíocre, o Peixe gasta muitos milhões com a folha salarial, incluindo, principalmente, as fortunas pagas a ex-jogadores em atividade, como Neymar e Gabigol, além do, ao menos, esforçado Rony.
O Novorizontino tem jogadores que recebem R$ 7 mil mensais, em meio a uma média muito inferior à do Santos, com pico, segundo fonte, de R$ 70 mil.
Neymar, que errou ontem em lance decisivo, deve gastar isso em café.
A eliminação prejudica o clube mais financeiramente do que esportivamente, porque o Paulistinha, há tempos, é irrelevante — o que deve agravar, ainda mais, os frequentes atrasos salariais dos jogadores mais caros.
Marcelo Teixeira, que deixou o clube há mais de 20 anos com as contas reprovadas, retornou, ao que parece, para terminar o serviço.
