A ‘banda’ de Paulo Garcia e Rachid no Corinthians

Protegido de Paulo Garcia, o diretor jurídico do Corinthians, Pedro Soares, que trabalhou na gestão Duílio “do Bingo” cuidando especificamente dos contratos de jogadores da base — de interesse de seus “padrinhos” — elegeu-se conselheiro nas últimas eleições pela chapa Fieis Mosqueteiros (11).
O líder do grupo é Antonio Rachid.
Além de braço direito de Garcia, Rachid é apontado como contumaz operador de esquemas no Parque São Jorge.
Não à toa, segundo fontes, atuou na distribuição — e, em alguns casos, na comercialização — de cargos vitalícios no Conselho Deliberativo durante a gestão Dualib.
Posteriormente, exerceu grande ingerência nas administrações da Renovação e Transparência, a partir de Roberto de Andrade — que negociou cargos com o dono da Kalunga —, mantendo influência também nas gestões de Andres Sanchez e Duílio “do Bingo”.
Atualmente, ocupa o cargo de secretário-geral de Osmar Stabile.
Rachid, escandalosamente — fato que já virou notícia algumas vezes, sem que a Comissão de Ética alvinegra se movimentasse —, é acusado de comprar votos, indicar diretores e distribuir ingressos, entre outras práticas.
Na atual gestão, a Fieis Mosqueteiros, além da secretaria-geral e do departamento jurídico, controla marketing, Patrimônio e Obras, entre outros setores.
A ingerência é tamanha que um representante do grupo esteve com Stabile e Marcelinho Mariano na reunião em que André “do Bilhão” tentou oferecer ao Corinthians títulos supostamente fajutos do BESC — posteriormente citados no escândalo do Banco Master.
É motivo de controvérsia a permanência de Pedro Soares na diretoria jurídica após ter sido investigado em inquérito que apura possível desvio de dinheiro do clube, sendo ele próprio representante do Corinthians na apuração.
Sua manutenção no cargo é atribuída à rede de interesses descrita.
Mesmo diante de eventual flagrante, sua saída dependeria do aval de Paulo Garcia e de acordo prévio com Rachid sobre o substituto.
É assim que a banda toca no Corinthians.
Stabile dança conforme a música porque precisa, além de atender aos próprios interesses, contemplar também os de quem — como é o caso de Ricardo Okabe, Marcelinho e Haroldo Dantas — esteve ao seu lado durante toda a caminhada política no Parque São Jorge.
