É impossível, num contexto lícito, a aprovação das contas do Corinthians

Em breve, o Conselho Deliberativo se reunirá para discutir e votar as contas do Corinthians referentes ao exercício de 2025.

Num contexto lícito, a aprovação é impossível.

Nem seria necessário — embora não faltem razões para a reprovação — ater-se apenas aos péssimos números do clube social; bastaria a escandalosa ausência de prestação de contas da Arena de Itaquera.

Há vários anos, essas contas estariam sob controle do crime organizado.

Leia-se: REAG/PCC.

Desde então, os balanços obrigatórios deixaram de ser publicados e sequer foram auditados, nem mesmo para avaliação interna da agremiação.

Na calada da noite, quando já se sabia que a REAG enfrentava problemas com a Polícia Federal — tanto que foi liquidada pouco após pelo Banco Central —, uma dívida do Corinthians com o Arena Fundo, superior a R$ 100 milhões, foi retirada dos Informes Mensais.

Não há justificativa.

Convenientemente, quem poderia detalhar o ocorrido encontra-se impossibilitada de operar.

Sabe-se, além disso — não é segredo no mercado, muito menos na alta cúpula do Timão —, que a demora, primeiro em substituir a REAG e, depois, em definir a nova gestora, nada teve a ver com a suposta necessidade de aprovação prévia da CAIXA, mas sim com a tentativa de manter os mesmos operadores sob CNPJ diferente.

Um deles foi revelado por este blog e já acabou substituído por outro.

Há muitos interesses — financeiros e políticos — no entorno desse negócio em Parque São Jorge.

Empresas que atuam na Arena de Itaquera pagariam propina a dirigentes — e isso é de conhecimento geral nos bastidores do clube.

Do faxineiro ao presidente.

Trata-se de uma situação mantida tanto pelo interesse de quem embolsa quanto pela covardia de quem, em prejuízo do clube, mas em busca de benefício político, prefere não mexer no vespeiro.

Diante desse quadro, em que suspeitas de corrupção se misturam à má-fé, é óbvio que não há condições mínimas para a aprovação de qualquer demonstração financeira do Corinthians.

Quem se atrever a referendá-la é cúmplice.

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