Maçonaria do Parque Novo Mundo faz nova vítima no Corinthians

Em entrevista coletiva após as eleições, Osmar Stabile, recém-empossado presidente do Corinthians, ao ser questionado sobre a contratação de um CEO para a Arena de Itaquera, insinuou que havia um profissional ocupando o cargo:
“Pode ter CEO, como já tem. Hoje já tem uma pessoa como CEO lá na Arena.”
“Está trabalhando desde o começo da minha gestão. Depois, vou apresentar para vocês.”
“É o Arnaldo Garcia. Está na Arena há um bom tempo. Está fazendo a análise de todos os processos para a gente poder trabalhar.”
Era mentira.

Stabile recontratou, a peso de ouro, Ricardo Okabe — demitido durante a gestão Augusto Melo —, amigo de longa data, que acabou por se tornar o verdadeiro CEO do estádio do Corinthians.
Todos os negócios passam por ele.
E, dizem, também por Marcelo Mariano — a quem Osmar sempre sustentou —, sem que este, por razões óbvias, possa aparecer publicamente, já que é réu sob acusação de furtar dinheiro do Corinthians.
Para Arnaldo Garcia sobrou a Superintendência Comercial, sem, porém, qualquer autonomia.
Bastou incomodar os amigos do Rei para cair em desgraça.
Nesta semana, por telefone, alegando tratar-se de uma ordem de Stabile, Okabe o demitiu.
“Reestruturação administrativa” foi a desculpa oficial.
Trabalho, não por acaso, coordenado por Líbero Miguel Garcia, mais um antigo membro da patota do presidente.
A Arena virou uma espécie de “maçonaria” do Parque Novo Mundo, fiscalizada, na documentação, por Haroldo Dantas, advogado do mandatário alvinegro — investigado sob suspeita de ligações com o PCC.
O CORI pediu seu desligamento, mas silenciou diante da permanência.


