Palmeiras mentiu à Justiça para ajudar conselheiro?

A Justiça de São Paulo determinou que o Palmeiras esclareça possíveis contradições sobre o vínculo associativo de Guilherme Romero, executado em ação de cobrança de despesas condominiais movida pelo Condomínio Recanto Jacarandá.
O conselheiro palestrino acumulava dívida de cerca de R$ 200 mil em despesas condominiais.
A quantia foi reduzida para aproximadamente R$ 60 mil após a construtora Tecnisa retomar o apartamento por inadimplência e quitar parte do débito junto ao credor.
Nos autos, em 07 de janeiro, o clube informou que Romero não possui título de sócio.
Entretanto, o juízo apontou que ele consta como membro do Conselho Deliberativo do Palmeiras, conforme publicação oficial no site da agremiação — cargo que, em regra, pressupõe a condição de associado e, muitas vezes, a titularidade de título patrimonial.
O magistrado fixou prazo de dez dias para que o Palmeiras informe se o executado detém ou já deteve título patrimonial — com indicação das datas de aquisição e eventual extinção —, se possui outra categoria associativa ativa ou licenciada e como se justifica sua eleição ou nomeação ao Conselho Deliberativo.
A decisão ressalta que a prestação de informações incompletas ou inverídicas pode configurar ato atentatório à dignidade da Justiça ou crime de desobediência, além de ensejar sanções administrativas e civis.

Resposta questionada do Palmeiras à Justiça

