A imprensa precisa parar de ajudar os Gaviões da Fiel a mentir

Ontem, os Gaviões da Fiel publicaram uma “nota oficial” exigindo a expulsão dos ex-presidentes Andrés Sanchez, Duílio “do Bingo” e Augusto Melo do quadro de associados do Corinthians.
É exatamente isso que todo corinthiano civilizado deseja.
Os três cartolas são acusados — e não é de hoje — de enriquecer às custas do Timão.
Eis o ponto.
Os Gaviões, mesmo sabendo dos roubos, sempre estiveram ao lado daqueles a quem agora pedem punição, sem demonstrar qualquer revolta.
Muito pelo contrário: defenderam-nos como se fossem a guarda pretoriana das gestões.
Em troca, embolsavam dinheiro, ingressos e diversos outros benefícios.
São tão bandidos quanto.
Também ajudaram a roubar o Corinthians.
Em regra, o comportamento dos Gaviões é o seguinte: apoiam o presidente de plantão, embolsam; defendem-no, embolsam; apoiam o sucessor indicado por ele, embolsam; e somente quando fica evidente que o poder mudará de mãos, rompem e migram, espertamente, para o outro lado.
Serviram a Andrés, Gobbi, Roberto, Andrés novamente e Duílio.
Depois, apoiaram publicamente Augusto Melo e estiveram com ele mesmo após a divulgação do furto do dinheiro da Vai de Bet, largando-lhe as mãos apenas quando houve certeza do impeachment.
Em troca, enfiaram nos bolsos dinheiro de bets, além de camarotes e ingressos.
Agora, apoiam Osmar Stabile — até que exista a possibilidade de outro grupo assumir o poder.
Que os bandidos dos Gaviões mintam para manter a “operação”, que torcedores desinformados caiam nessa, e que influencers, dependentes de agradar a opinião massificada, propaguem as mentiras, é esperado.
O problema é quando jornalistas fazem o mesmo.
É obrigação do profissional de comunicação, ao divulgar uma nota dos Gaviões, contextualizá-la para o público.
Quem publica e não explica ajuda a enganar o leitor.
A imprensa preguiçosa ou omissa tem muita culpa quando esse tipo de gente — sempre aliada aos bandidos que agora querem expulsos do Corinthians — deixa de ser citada como tal para figurar com a imagem de combatentes por uma moralidade que nunca possuíram.
