Justiça mantém condenação de Renato Duprat por crimes tributários

O TRF-3 rejeitou recurso especial apresentado por Renato Duprat contra acórdão que o condenou por crimes tributários.
A decisão foi proferida pelo vice-presidente da Corte, desembargador Luís Antonio Johonsom Di Salvo.
Duprat foi condenado por sonegação fiscal praticada de forma continuada entre 1994 e 1998.
À época o empresário mantinha negócios com o Santos
A pena definitiva foi fixada em quatro anos de reclusão, em regime inicial aberto, substituída por duas penas restritivas de direitos — prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária — além de multa.
O Ministério Público Federal destacou que o réu possui condenação definitiva, com trânsito em julgado em 2022, além de histórico de reiteração delitiva.
Vale lembrar que Duprat, além desses problemas, quebrou a Unicor, deixando milhares de segurados sem assistência e fornecedores sem receber o que lhes era devido.
Ele também esteve envolvido no negócio MSI-Corinthians, que, como se soube posteriormente, mascarava investimentos ligados à máfia russa.
Na sequência, enrolou o Santos com a Doyen, grupo de investimento com sede em Malta.
É um perigo.
Estima-se que suas dívidas, jamais honradas, ultrapassem R$ 410 milhões (valores corrigidos), sem que se saiba de que forma o empresário mantém a continuidade de suas movimentações financeiras.

